Acordei segunda com o coração apertado. Quantas vezes vamos ter que passar por isso, quantas vezes vamos ter que agüentar dias como essa segunda feira.
Derrotas existem, nos colocam os pés no chão, mas ter que aturar os outros, que não sabem perder é complicado.
O pior de tudo, é que não estou falando dos meus monocromáticos colegas de torcida, falo dos outros todos. Fiquei até com pena deles, pois a decepção alheia foi pior que a nossa própria.
Nós não sabemos a importância nem a enormidade de nossa existência até que um evento, como o desse domingo, mexa com o profundo sentimento até dos mais fanáticos opositores.
Há quem diga, que o Corinthians é um timinho. Há quem diga que não tem importância. Há quem diga, que não tem expressão. E existem até mesmo alguns bem ousados, que ousam dizer que não tem história.
Mas na verdade a história do alvinegro paulista vai além, não está apenas no futebol ou nos almanaques que ostentam os milhares de resultados vagos de jogos sem importância de tantos times realmente sem expressão.
O Corinthians está incrustado até o âmago da alma daquele, que por um momento, mesmo que único, se deleitou com uma partida de futebol.
Querendo ou não, nobre torcedor desse esporte bretão, seja você torcedor de que time for, nós somos importantes, assim como vocês, que se não o fossem, não seriamos o tal. Mas mais ainda, nós somos o espetáculo.
Acordei nessa segunda feira. Saí, o dia estava triste, melancólico, apagado. Nem mesmo o sol ousou aparecer. E ainda, há quem diga que Ele não é corintiano.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Diário de um TCCendo 2 - Primeira missão
Não tem jeito. Sou um sujeito relaxado e mereço a ausência de leitores desse blog. Tá ai uma coisa que eu não vou ganhar dinheiro, ou vou, sei lá, quem sabe, não é mesmo?
Vamos dar mais uma pincelada no que aconteceu ao nosso bravo esquadrão quartástico em busca do TCC sagrado.
Há algumas semanas fomos à ESPN, em São Paulo, para dar início ao nosso trabalho de conclusão de curso, que como foi dito na postagem anterior, será um vídeo documentário sobre Bellini e Mauro, capitães das Copas do Mundo de 1958 e 1962, respectivamente.
Nosso alvo: Celso Unzelti – jornalista esportivo e um dos maiores historiadores de futebol do país, além de ser um monocromático colega de time do coração.
Pessoa extraordinária. Merece todo o carinho e admiração das pessoas que acompanham seu trabalho. Seu último livro foi publicado recentemente, em parceria com Odir Cunha, uma homenagem aos 100 anos do alvinegro praiano, “Santos: 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos” (editora Gutenberg).
Missão executada com sucesso. E ainda tivemos um bônus: Marcelo Duarte, também jornalista esportivo, historiador de futebol e apresentador do programa Loucos Por Futebol, da qual, tivemos a grande honra de acompanhar a gravação.
Aconteceu o seguinte, iriamos fazer a entrevista apenas com o Celso, mas o Marcelo já estava por ali mesmo, e o Pedrinho, muito hábil, chegou até o jornalista e falou sobre nosso trabalho e como seria legal ter a participação dele. Gentilmente ele topou. Marcelo tem uma expressão bem fechada, cara de poucos amigos, mas quando começamos a conversar, aquela mascara caiu, o que sobrou foi apena o cara sensacional que é.
Depois da entrevista, que foi feita na cafeteria da ESPN [só pra constar, foi muito emocionante estar lá, é um sonho trabalhar naquele lugar], nós ficamos conversando com o Celso por mais algum tempo, o Marcelo teve que ir embora, pois tinha outros compromissos. É muito bom saber que existe pessoas como o Celso e o Marcelo, humildes e dispostos a ajudar os que estão por vir.
Próximas missões são caseiras, ou quase. Nossas entrevistas agora serão em São João da Boa Vista, vamos ver no que vai dar né.
Vamos dar mais uma pincelada no que aconteceu ao nosso bravo esquadrão quartástico em busca do TCC sagrado.
Há algumas semanas fomos à ESPN, em São Paulo, para dar início ao nosso trabalho de conclusão de curso, que como foi dito na postagem anterior, será um vídeo documentário sobre Bellini e Mauro, capitães das Copas do Mundo de 1958 e 1962, respectivamente.
Nosso alvo: Celso Unzelti – jornalista esportivo e um dos maiores historiadores de futebol do país, além de ser um monocromático colega de time do coração.
Pessoa extraordinária. Merece todo o carinho e admiração das pessoas que acompanham seu trabalho. Seu último livro foi publicado recentemente, em parceria com Odir Cunha, uma homenagem aos 100 anos do alvinegro praiano, “Santos: 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos” (editora Gutenberg).
Missão executada com sucesso. E ainda tivemos um bônus: Marcelo Duarte, também jornalista esportivo, historiador de futebol e apresentador do programa Loucos Por Futebol, da qual, tivemos a grande honra de acompanhar a gravação.
Aconteceu o seguinte, iriamos fazer a entrevista apenas com o Celso, mas o Marcelo já estava por ali mesmo, e o Pedrinho, muito hábil, chegou até o jornalista e falou sobre nosso trabalho e como seria legal ter a participação dele. Gentilmente ele topou. Marcelo tem uma expressão bem fechada, cara de poucos amigos, mas quando começamos a conversar, aquela mascara caiu, o que sobrou foi apena o cara sensacional que é.
Depois da entrevista, que foi feita na cafeteria da ESPN [só pra constar, foi muito emocionante estar lá, é um sonho trabalhar naquele lugar], nós ficamos conversando com o Celso por mais algum tempo, o Marcelo teve que ir embora, pois tinha outros compromissos. É muito bom saber que existe pessoas como o Celso e o Marcelo, humildes e dispostos a ajudar os que estão por vir.
Próximas missões são caseiras, ou quase. Nossas entrevistas agora serão em São João da Boa Vista, vamos ver no que vai dar né.
sábado, 24 de março de 2012
Diário de um TCCendo 01 - Escolhendo um tema
Primeiro mês de TCC. Bom, estou começando pelo primeiro porque só pensei nisso agora. Retomando: primeiro mês de TCC foi bem tenso, pessoal. A parte mais difícil até agora foi a que eu achei que seria a mais fácil; escolher o tema.
Em uma semana já tínhamos vários temas para o trabalho e a cada encontro do Quarteto apareciam mais coisas, acho até que deveríamos fazer um TCC sobre temas de TCC. Quem tiver dificuldade galera, mando uma lista com um belo repertório.
No nosso curso podemos escolher entre algumas modalidades, vídeo, foto, livro, rádio, assessoria ou uma monográfica propriamente dita. Nós queríamos vídeo, fazer um tipo de Vídeo Documentário. Nosso tema era a busca por uma resposta: Porque o Corinthians é tão odiado. Algo do tipo, nas ideias era muito legal, bem poético. Teve um professor que quis fazer o vídeo um pouco mais para o lado violento, sensacionalista. Que isso? Odeio essas coisas. O professor tentou mudar nosso trabalho, mudamos de professor.
Começamos a avaliar a viabilidade de um projeto desses. Não seria muito barato. Tem várias coisas que pagar, além das viagens. Por esse mesmo motivo desistimos de outro projeto, que era de fazer um documentário sobre o Pacaembu. Entre esses dois planos, bolamos um programa de rádio também. Seria bem legal, o programa de rádio já fazíamos, só iriamos tornar ele uma coisa mais profissional, colocar no papel.
Mas acabamos voltando para a ideia de vídeos documentários, mas algo regional, mesmo assim, com uma importância nacional, ou até maior que isso. Vamos fazer um vídeo sobre Bellini e Mauro, capitães da seleção brasileira em 58 e 62, respectivamente.
É isso. Estamos na luta, conversando bastante e lendo um tanto bom. Além de assistir documentários sobre futebol o dia todo.
Difícil?
Bastante.
Vale a pena?
Demais!
sábado, 3 de março de 2012
De volta da Pasárgada
Para começar, minhas férias foram ótimas. Janeiro em casa descansando, iniciando meu trabalho no emprego novo, é isso mesmo, emprego novo, nada de interessante que precise falar aqui no blog, só digo que é algo temporário, uma graninha para terminar a faculdade.
Depois, mais pro final de fevereiro, teve a formatura do Lut. Praticamente um irmão pra mim. Foi um grande orgulho fazer parte de festa. Não apenas pela festa, que foi espetacular, to até com vergonha de convidar ele para a minha formatura, não vai ser como a dele, fiquei intimidado. Mas principalmente pela consideração que ele tem por mim, pela amizade que temos, pela história que o garoto tem, pela inteligência desse meu estimado amigo. É um grande orgulho ser amigo dele e espero que essa amizade dure muito tempo.
Agora, voltamos à realidade, o ano finalmente começou. Começou também a temporada de TCC da minha turma da faculdade e isso é algo que vocês, meus leitores inexistentes, vão ouvir bastante ainda. Esse é o novo desafio do Quarteto Fanático e, como todos os outros, iremos tirar de letra. Quero fazer uma coluna aqui no blog, uma espécie de diário que vai contar as dificuldades de um estudante de último ano de faculdade com o famoso e temido Trabalho de Conclusão de Curso. Mas ainda estou elaborando. Qualquer ideia é bem vinda.Um grande abraço a todos
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Tinha que ser assim
Sport Club Corinthians Paulista - Campeão Brasileiro de 2011
Tinha que ser difícil. Tinha que ser sofrido. Tinha que ser Corinthians. Nada nunca foi fácil para esse time, nem para seus torcedores. Sofreram juntos por oitenta anos até que se consagrasse nacionalmente pela primeira vez. Foi difícil, sofrido e, como sempre, nunca merecido na opinião dos outros. Mas esses tais “outros” não são ninguém não, nem vale a pena dar atenção.
Como se não bastasse a tensão que pairava no ar, uma triste notícia nos tirou da cama, o Doutor havia nos deixado. Nos deixado, porém jamais sairá de nossos corações e recordações. Para sempre nos lembraremos de seu futebol e seus ideais, sempre nos inspiraremos com suas ideias. A homenagem, mais que merecida, todos de punhos fechados, como o Doutor sempre fazia.
Mais uma vez o Corinthians mostra que é o time da virada. Um ano que começou conturbado só serviu para dar mais força aos guerreiros do Parque São Jorge, que continuaram a luta. Cada jogo parecia uma batalha, uma guerra, vezes contra o adversário outras contra as próprias falhas.
E como falhou. Afinal, é Corinthians e não seria fácil nem mesmo quando parecia fácil. Mas será que é de proposito, não pode ser, fazer o corintiano sofrer assim é sacanagem. Aja coração. E que coração. Depois desse ano, quem não morreu enfartado pode ficar tranquilo, de coração no sofre mais, só sofre de corintianismo agudo e o remédio, ah... esse ainda não inventaram, e mesmo que inventem, quem é o louco que vai querer, pois o que o bando quer mesmo é mais Corinthians nas nossa vidas.
Agora é férias galera, vamos recarregar as baterias [como se precisássemos]. Ano que vem tem mais. Muito Corinthians na vida de todos vocês, monocromáticos torcedores.
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| Os bravos guerreiros |
domingo, 23 de outubro de 2011
Resposta à internacionalização da Amazônia
Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"
Parabéns Senador, isso pode não ter virado notícia no mundo inteiro, por motivos mais do que óbvios. Mas espero que todos que lerem isso passe para um amigo.
Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.
O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.
Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:
"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."
"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"
Parabéns Senador, isso pode não ter virado notícia no mundo inteiro, por motivos mais do que óbvios. Mas espero que todos que lerem isso passe para um amigo.
domingo, 18 de setembro de 2011
Rúgbi, um jogo democrático, acreditem
Há duas semanas comecei a
praticar um esporte não muito convencional e, que a maioria das pessoas, pensa
ser um esporte violento. Realmente, o Rúgbi é um esporte de extremo contato
físico, mas se quisesse um esporte sem contato, eu iria jogar xadrez.
Sempre gostei de fazer coisas
diferentes e sempre procurei aprender coisas novas. Quando envolve esporte,
gosto mais ainda. Quando fiquei sabendo que alguns caras treinavam rúgbi aqui
em Poços de Caldas, na hora pensei: porra meu, adoro esportes diferentes, vou
ver qual desse negócio. Há algum tempo acompanho e adoro futebol americano, até
cheguei a comprar uma bola para praticar, mas no último natal a gente estava em
uma chácara jogando, esquecemos de guardar a bola e o cachorro comeu ela.
Fui no tal treino. Os caras
começaram a chegar e aos pouco foram me dando dicas, falando regras,
posicionamento etc. Sempre mantendo em minha cabeça o quando esse esporte é
intenso e forte. Mas o rúgbi não é só isso. Para mim, um esporte extremamente democrático,
em um mesmo time jogam jogadores enormes, fortes e pesados e outro pequenos,
leves e rápidos. É um esporte para todos.
Em campo, fizemos um pequeno
aquecimento: um jogo de cinco minutos sem tackles*. Depois começamos a jogar de
verdade. Primeiro chute para colocar a bola em jogo e ela cai na mão de quem?
Esse que voz fala fez uma bela recepção – lembrando que estou fora de forma,
lento e me adaptando ao raciocínio de jogo - olhei para frente e quase não tive
reação, o tackle foi incrível, como os profissionais mesmo, deem uma olhada nesse
vídeo de alguns tackles.
O jogo prosseguiu
normalmente, fui me adaptando e no final já tinha me encantado com o esporte. Infelizmente
fui apenas uma vez até o dia que escrevi esse texto, mas não foi por causa do
tackle de batismo, tive alguns compromissos, mas com certeza vou voltar a
treinar com os caras, se eles me permitirem, lógico.
No site do time de rúgbi de
Poços de Caldas (www.pocos.rugby.esp.br)
vocês podem encontrar os dias e horários de treino e a agenda de jogos. No Facebook
do Donatello, um dos jogadores mais antigos do time, encontrei um texto muito
legal que vale a pena ler.
* Termo em inglês para a
trombada que dois jogares dão um no outro, acho que dá pra entender, não é?
Filosofia do Rúgbi, filosofia
da Vida
Quando você envelhece se dará
conta que muitas coisas começam a ser tomadas de você. E isso faz parte da
vida.
No entanto, você só começa a
se dar conta dessas perdas quando elas afetam você. É quando você percebe que a
vida é apenas um jogo... um jogo de ‘polegadas’.
Assim como o rúgbi, porque em
ambos os jogos: na vida ou no rúgbi, a margem para erro é tão, tão pequena... Digo,
um meio passo tarde demais, ou cedo demais e você QUASE faz. Um meio segundo
lento demais, ou rápido demais, e você QUASE pega.
As polegadas de que nós
precisamos estão em toda parte em torno de nós. Lá, em cada parte do jogo. Cada
minuto, cada segundo.
Neste jogo nós lutamos por
essa polegada. Neste jogo nós rasgamos a nós e a todos em torno de nós aos
pedaços por essa polegada. Nós nos agarramos com nossas unhas por essa
polegada.
Porque nós sabemos que quando
juntarmos todas essas polegadas elas vão fazer a diferença entre ganhar e
perder, entre viver e morrer.
E eu te digo isso: em toda a
luta, é o homem que está disposto a morrer que vai ganhar essa polegada! E eu
sei, se eu vou viver mais um dia, é porque eu quero ainda lutar e morrer por
essa polegada! Porque isso é o que viver é. Lutar por estas seis polegadas na
frente da sua cara.
Você tem que olhar para o
companheiro ao seu lado, olhar em seus olhos. Agora eu imagino que você vai ver
um homem que vai atrás dessa polegada com você. Você vai ver um homem que se
sacrificaria pelo seu time, porque sabe que, quando chegar a hora, você vai
fazer o mesmo por ele.
Esta é a definição de
equipe... assim, ou nós jogamos como uma equipe ou morremos como indivíduos.
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