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domingo, 24 de junho de 2012

Lágrimas de São Jorge - por Anderson Ferreira

Esse texto é do Anderson, integrante do Quarteto, que escreveu sobre a nossa ida à São Paulo para presenciar a classificação do Corinthians para a final da bendita Libertadores. Destruiu no texto.



Lágrimas de São Jorge
por Anderson Ferreira

Ninguém me contou, eu estava lá. Vi e senti. Assim que Danilo fez o gol de empate contra o Santos, antes do terceiro minuto do segundo tempo, o que significava mais de quarenta minutos ainda de sofrimento, começou a chover. Não tenho dúvidas, aquilo não era chuva, era São Jorge que chorava do céu, abraçado a Sócrates após o tento corintiano.

Sou assumidamente torcedor do Corinthians, embora isso nunca tenha me impedido de reconhecer que o Santos tinha melhor elenco nessa decisão. Minha paixão clubística nunca me fez esconder que o São Paulo 92/93 foi o maior time que vi jogar, tampouco que sempre tive medo de enfrentar o Palmeiras em decisões, principalmente pelas eliminações nas Libertadores de 99 e 2000.

Desse modo, na última quarta, o Corinthians conseguiu exorcizar o primeiro demônio. Após o gol santista, digo com convicção, não existia no Pacaembu um torcedor, fosse peixeiro ou do bando de loucos, que não imaginasse outra eliminação do time da capital. A ida à final representa ao corintiano mais que a disputa do título que ele mais cobiça, representa a vitória sobre um sentimento que o acompanhava desde a defesa de Marcos no pênalti do Marcelinho.

E o destino reservou ao Corinthians, na sua primeira final, o pior dos adversários possíveis. Enfrentar o Boca Juniors nunca é bom negócio. Riquelme, o maestro portenho, é desses craques tão geniais que pode vencer sozinho a decisão. Ele já o fez contra o Palmeiras em 2000 e contra o Grêmio, em 2007. O melhor do time paulista é o seu conjunto. O esquema armado por Tite é de uma sincronia louvável, ao ponto de o time tomar o gol na quarta quando Ralf ficou impossibilitado de combater, ou seja, quando uma das peças não funcionou, a engrenagem falhou.

É, meus iguais corintianos, enfrentaremos o mundo a partir da próxima quarta-feira. A torcida do Boca será gigante como nunca foi e barulhenta e festeira como costuma ser na Bombonera. Resta-nos, então, viver o jogo como sempre vivemos e torcer para que perto da meia noite do dia 4 de julho, São Jorge esteja chorando tanto de felicidade que Sócrates tenha que deixar de lado sua cerveja para ampará-lo. Quanto a mim, não há outro lugar no mundo onde eu deseje mais estar que no Pacaembu, no mesmo dia, sentindo as lágrimas de São Jorge outra vez.

sábado, 14 de abril de 2012

Diário de um TCCendo 2 - Primeira missão

Não tem jeito. Sou um sujeito relaxado e mereço a ausência de leitores desse blog. Tá ai uma coisa que eu não vou ganhar dinheiro, ou vou, sei lá, quem sabe, não é mesmo?

Vamos dar mais uma pincelada no que aconteceu ao nosso bravo esquadrão quartástico em busca do TCC sagrado.

Há algumas semanas fomos à ESPN, em São Paulo, para dar início ao nosso trabalho de conclusão de curso, que como foi dito na postagem anterior, será um vídeo documentário sobre Bellini e Mauro, capitães das Copas do Mundo de 1958 e 1962, respectivamente.

Nosso alvo: Celso Unzelti – jornalista esportivo e um dos maiores historiadores de futebol do país, além de ser um monocromático colega de time do coração.

Pessoa extraordinária. Merece todo o carinho e admiração das pessoas que acompanham seu trabalho. Seu último livro foi publicado recentemente, em parceria com Odir Cunha, uma homenagem aos 100 anos do alvinegro praiano, “Santos: 100 anos, 100 jogos, 100 ídolos” (editora Gutenberg).

Missão executada com sucesso. E ainda tivemos um bônus: Marcelo Duarte, também jornalista esportivo, historiador de futebol e apresentador do programa Loucos Por Futebol, da qual, tivemos a grande honra de acompanhar a gravação.

Aconteceu o seguinte, iriamos fazer a entrevista apenas com o Celso, mas o Marcelo já estava por ali mesmo, e o Pedrinho, muito hábil, chegou até o jornalista e falou sobre nosso trabalho e como seria legal ter a participação dele. Gentilmente ele topou. Marcelo tem uma expressão bem fechada, cara de poucos amigos, mas quando começamos a conversar, aquela mascara caiu, o que sobrou foi apena o cara sensacional que é.

Depois da entrevista, que foi feita na cafeteria da ESPN [só pra constar, foi muito emocionante estar lá, é um sonho trabalhar naquele lugar], nós ficamos conversando com o Celso por mais algum tempo, o Marcelo teve que ir embora, pois tinha outros compromissos. É muito bom saber que existe pessoas como o Celso e o Marcelo, humildes e dispostos a ajudar os que estão por vir.

Próximas missões são caseiras, ou quase. Nossas entrevistas agora serão em São João da Boa Vista, vamos ver no que vai dar né.

sábado, 3 de março de 2012

De volta da Pasárgada

Olá pessoal, bem vindos ao Farofa´s ao Vento 2012. Mudanças? Pra falar a verdade não vai ter nenhuma, eu acho, só quero tentar escrever mais, promessa que faço desde 1502, eu acho. Mas vamos tentar.
Para começar, minhas férias foram ótimas. Janeiro em casa descansando, iniciando meu trabalho no emprego novo, é isso mesmo, emprego novo, nada de interessante que precise falar aqui no blog, só digo que é algo temporário, uma graninha para terminar a faculdade.

Fevereiro já foi um pouco melhor. Dei umas voltas por esse mundão. No carnaval fui para Serra Negra, casa do meu amigo Rafa, o antigo “Gorducho”, que emagreceu uns 70 kg graças a uma cirurgia de redução e uma disciplina alimentar, que deixa a todos nós (amigos), orgulhosos. A cidade é maravilhosa, recomendo a todos que conheçam, e o carnaval é muito bom [eu não sabia]. Além das ótimas companhias. Os amigos dos Rafa e da Nathália (irmã do Rafa) eram pessoas ótimas, ri muito com esse pessoal. Os pais do Rafael também são demais, fazem a gente se sentir em casa, de verdade, muito boas as longas conversas inteligentes com seu Roberto. Entende muito de muita coisa, além de ser um craque no assunto Automóvel, as pessoas que me conhecem bem vão saber o quanto eu adorei essas conversas.

Depois, mais pro final de fevereiro, teve a formatura do Lut. Praticamente um irmão pra mim. Foi um grande orgulho fazer parte de festa. Não apenas pela festa, que foi espetacular, to até com vergonha de convidar ele para a minha formatura, não vai ser como a dele, fiquei intimidado. Mas principalmente pela consideração que ele tem por mim, pela amizade que temos, pela história que o garoto tem, pela inteligência desse meu estimado amigo. É um grande orgulho ser amigo dele e espero que essa amizade dure muito tempo.

Agora, voltamos à realidade, o ano finalmente começou. Começou também a temporada de TCC da minha turma da faculdade e isso é algo que vocês, meus leitores inexistentes, vão ouvir bastante ainda. Esse é o novo desafio do Quarteto Fanático e, como todos os outros, iremos tirar de letra. Quero fazer uma coluna aqui no blog, uma espécie de diário que vai contar as dificuldades de um estudante de último ano de faculdade com o famoso e temido Trabalho de Conclusão de Curso. Mas ainda estou elaborando. Qualquer ideia é bem vinda.

Um grande abraço a todos

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um culto ao jornalismo esportivo

Três horas da manhã. Todos já estão de pé e a disputa pelo banheiro começa. Depois do momento de noiva das crianças pegamos uma carona com o pai do Pedrinho. No ônibus, todos partem para o segundo tempo de sono, menos o Rafa, que resolveu vigiar nossa viagem. Pronto, a caminho de São Paulo, Capital.

Insisto em dizer; a Avenida Paulista é um dos lugares mais lindo do Brasil. Pelos menos para mim, um trabalhador comum, porque se eu fosse um carioca atoa, com certeza, acharia o Rio o lugar mais lindo, e não é. Para chegar à Casper percorremos uma pequena parte da Paulista, depois de guiados por dois policiais (um era uma policial). Então, me vejo diante daquela escadaria por onde já passaram tantos mitos do jornalismo, fico orgulhoso, além de maravilhado com a beleza do prédio, que ostenta imponente a antena da Gazeta, a primeira antena de transmissão da Capital.

Abro um parêntese aqui para ressaltar uma das coisas mais lindas de São Paulo; as mulheres. Tá certo, muito podem dizer: “ah, e as cariocas?”. As cariocas são gostosas, e ponto. As paulistanas não são só gostosas: são inteligentes, charmosas, não se intimidam, são sexys. Eu adoro essa cidade.

Voltando ao curso de Jornalismo Esportivo, o primeiro palestrante foi Paulo Vinícius Coelho, o PVC. O cara é fera. Sabe muito de futebol. O legal quando vamos a uma palestra desse tipo é a gente se identificar com os palestrantes. Com ele foi bem por ai. Assim como nós – Anderson, Rafael, Pedro, eu – o PVC é louco por futebol. E segundo ele, é por ai que se começa. Gostaria muito se saber um terço que ele sabe sobre futebol. Alguns momentos de nossa vida abrem nossas mentes. Esse foi um desses e me ajudou a perceber que tenho que começar a estudar esportes. Porque foi assim que o nosso palestrante começou a aprender.

Mauro Beting foi o segundo a dividir suas experiências jornalísticas com a gente. Foi uma palestra bem engraçada. O cara é muito divertido, porém, também acrescentou muito conhecimento na nossa bagagem jornalística. Mauro é um multimídia. Escreve para diversos meios, muitos mesmo. Isso me faz pensar em como eles fazem. Mal consigo colocar um post por mês no meu blog, os caras escrevem um por dia fora os trabalhos em jornais, revistas, internet, TV. Espero um dia conseguir fazer tudo isso.

Para fechar com chave de ouro, Antero Greco deu o ar de sua graça. Também muito engraçado e com experiência de sobra, nos falou da sua carreira e vivência no jornalismo esportivo e cotidiano, como saiu do meio das maquinas para ganhar as páginas de um dos maiores jornais do país.

A cada palestra que temos, vamos renovando nossas esperanças, nos identificando com profissionais renomados, e sem ter a ousadia de nos comparar com eles, vemos que estamos mais perto de realizar nossos sonhos profissionais do que imaginamos.

Depois, como não pode faltar, teve o botequinho. Para dar aquela relaxada antes de enfrentar o longo caminho de volta. Que venham as próximas. Caro é mesmo, mas nada paga o conhecimento adiquirido e os contatos que vão se firmando neste caminho. Amanhã, viajaremos, não para assistir, mas para apresentar uma palestra.






sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Mistério do Piano

Esse talvez seja a última postagem do ano. Vou começar ela falando da última semana que passou. Na semana passada, foi minha despedida de trabalhar com meu querido amigo Thiago. Ele tem uma empresa que faz som e iluminação em festas, o melhor que conheço, então se você for fazer 15 anos, casar, comemorar alguma coisa ou só fazer farra mesmo, é só perguntar o telefone dele. Deixando a propaganda de lado, na última semana que trabalhei com ele foi totalmente pauleira, formatura atrás de formatura, muito trabalho, o que é muito bom para ele.

Em um desses dias, encontrei dois amigos, que são iguais (são gêmeos), e o dia (noite na verdade) foi só de risada. Começamos com o Matheus doido para encontrar o piano que tem no teatro Municipal aqui de Mococa. É um piano de cauda lindo, que de algum modo não estava lá. Gostaria muito de saber onde ele estaria. O Matheus passou a noite de ensaio procurando esse piano, foi até engraçado.

No ensaio, bom, melhor ficar quieto. Só digo que tem uma boa safra vinda por ai, mas é uma colheita a ser feita só em cinco ou seis anos. Double Trouble é um bom exemplo, mas isso é isso é uma piada interna.

Segunda-feira desta semana, dia 20, acordei meio que desesperado. No dia 22 eu iria para Poços de Caldas para encontrar um apartamento. Como iria ter que morar sozinho, ia gastar muito, o mais barato que encontrei foi uns R$ 370, muito caro para quem não tem muito dinheiro. O mais incrível que aconteceu, na quinta já estávamos em seis, com um apartamento de três quartos e meio (já explico o “meio”).

Na segunda mesmo, entrei em um site que se chama Repúblicas Brasil, onde a galera do Brasil todo entra para tentar achar um lugar para morar ou encontrar alguém para dividir aluguel. Encontrei dois caras que procuravam lugar para ficar em Poços, na hora mandei e-mail para os dois. Um deles respondeu me surpreendendo, ele já começava o e-mail com:

Tá zuando comigo!!!
Farofa!!!
tá lembrando de mim!?!?!?!”

Mundinho pequeno. Era o Luiz, amigo da época que estudei no Colégio Maria Imaculada, em 2004, quando fiz cursinho, quer dizer, fingia que fazia cursinho. Ele está fazendo Engenharia Química em São Carlos e conseguiu um estágio lá em Poços. Os outros caras também estão indo para fazer estágio lá.

Já na quarta nos encontramos, eu e o Luiz, lá em Poços para ir atrás do apartamento. Encontramos um que é show de bola, ainda postarei muitas fotos dele por aqui. Deixa a gente se mudar. O único problema é a papelada, que ainda não está 100% certo, eu odeio burocracia. Ah, o meio quarto, é que fomos ver o apartamento, que era dito ter três quatos, mas no fundo da área de serviço tinha um quarto de empregada, quer dizer, uma suite, na qual, já foi apossada pelo Luiz, que adorou o lugar.

Bom, desejo a todos vocês, meus leitores inexistentes, um ótimo final de ano e um 2011 de muita paz, saúde e sucesso para todos nós.


Beijos e Abraços

domingo, 7 de novembro de 2010

Lar doce lar...

 

Sexta-feira foi um dia mágico. Um dia para matar a vontade que só pode ser satisfeita uma vez a cada dois anos. Esse ano foi um deles, e por acaso eu estava para perder essa “janela” de oportunidade. Graças à insistência de meu amigo, grande amigo, João Paulo, eu pude me realizar por este ano.

Carruagem sem cavalo: assim era conhecido o primeiro automóvel
Ir ao Salão do Automóvel para mim é, sei lá, como retornar para a casa. Sabe aquela sensação que você tem quando ficou muito tempo viajando e quando volta, você sabe que realmente pertence aquele lugar, tive essa sensação. Não só lá, mas quando fui assistir à Fórmula 1 pela primeira vez, também senti como se fizesse aquilo a vida toda, como se eu pertencesse àquele lugar. Isso é engraçado, são coisas que faço esporadicamente, MUITO esporadicamente. Salão é a cada dois anos, só fui duas vezes com essa e Fórmula 1 é todo ano, mas só fui uma vez.

Esse Maserati é a coisa mais linda do mundo
Mas vamos falar de sexta-feira. Saímos relativamente cedo, apesar de que para mim já era bem tarde – acabei virando a noite, não conseguia dormir –, por volta de umas oito horas da manhã, nós pegamos estrada e a turma foi se conhecendo. Dos quatro que estavam no carro, conhecia apenas o João Paulo, os outros dois companheiros eram o Beto e o Tiago (não sei se é com “H” ou sem), dois caras gente boa. O Beto gosta de fazer trilhas, inclusive convidou a gente para ir qualquer dia, também falou da gente ir para a Serra da Canastra, vai ser show de bola se der certo, daria uma história e tanto para o blog.

Smabódromo na hora da ir embora
Chegando lá, paramos dentro do Sambódromo, bem legal, mas sempre imaginei que fosse um pouco mais largo, na TV parece maior. Lá dentro andamos muito. Obviamente ficamos um pouco com sede, decidimos tomar uma Chopp, ai vem o lado negro desses lugares; R$ 6, e sem direito a dizer como gosto do “colarinho”, o cara já foi logo dizendo: “é padrão senhor”. Bom, não achei ruim, imagina se todos dissessem a ele como quer a sua bebida, o cara estaria perdido. Mas o cara não colocou os dois dedos de espuma como gosto, colocou uns seis, e detalhe, o copo tinha uns oito dedos de tamanho só.

Vocês não imaginam como é confortavel esse carro, o banco praticamente te abraça
Tudo bem, não tinha ido lá para beber mesmo, fui lá para ver carros. Acho que perto daquelas maquinhas, o que o pessoal da organização menos quer, são alguns cachaceiros dando trabalho e querendo sair pelo Anhembi fazendo test-driver. Estavam ótimas as besteiras que eu ouvia e via por lá. Conversava com o João sobre isso, fico imaginando o que as meninas ouviam o tempo todo. Gente, não é porque ela está perto ou dentro do carro, que ela sabe alguma coisa, ela não tem obrigação de saber, ela é só o rostinho bonitinho que ajuda a vender mais e fazer daquele ambiente totalmente masculinizado um pouco mais ameno.

Carro de Fórmula Indy da piloto Bia Figueiredo
E sinceramente, elas conseguiam. Teve um cara, que só para tentar puxar papo, perguntou para a garota se o carro da Mercedes, que ela estava do lado, iria participar do campeonato de GT3. Putz, o pior é que ela disse com uma firmeza, “Só o ano que vem”. Eu tive que sair de lá rindo, ela já devia ter ouvido tanta besteira, que decidiu entrar na dança e responder qualquer coisa mesmo.

Ferrari 599 GTO
Mulheres, ah essas mulheres. Chegava a dar raiva. Eu fui lá para ver carros, porque é tão difícil acreditar nisso meninas, hehe. Mas tinha hora que eu irritava mesmo, é tão difícil tirar a foto e sair fora para dar espaço para os outros que estavam atrás. Os caras eram uns tarados, maníacos, pervertidos, que deviam achar que se ficassem ali uns cinco minutos alguma garota iria pular no colo deles e dar o telefone. Fala sério. Elas sabem que naquele momento eram deusas diante dos homens babões que estavam do lado de fora da cerca. O único jeito de conseguir alguma coisa com uma daquelas meninas era ser proprietário de uma Ferrari, Porsche ou Lamborghini. [Não vamos nos enganar, quem gosta de homem é viado, mulher gosta de dinheiro, lógico que não estou generalizando, tudo bem meninas].

Esse ano, poucas montadoras estão representadas na Fórmula 1, então, não esperava ver muitos carros da categoria. Das três fabricantes; Ferrari, Mercedes e Renault, apenas a francesa levou um bólido para o Salão. E só para constar, era a coisa mais linda do mundo. É, eu sei, sempre falo isso de um F1. Mas era lindo mesmo.

O momento auge do dia, o mais emocionante, foi quando vimos a Lotus amarela que o Ayrton pilotou. Não acreditava que estava diante dela, que era ela que estava ali na minha frente. Era uma coisa que não dá para explicar. Foi como voltar ao passado, senti como se ela fosse uma velha conhecida. Estar ali, diante dela, foi como se tempo e espaço não existisse, como se o dono daquele carro fosse chegar ali, era só esperar. A emoção ficou exposta na pele que arrepiava, nas lágrimas que ameaçavam escorrer, no choro contido. Eu não queria sair dali nunca mais, não tinha vontade de ir embora. Por mim, não sairia do lado dela até o dono ir buscá-la, mas ele não viria, e a realidade que tomou de volta minha mente, que vagava por anos como um filme que rodava no meu mundo, um mundo que se criou naquele momento, e que naquele momento, me obrigou a ver que ele não viria.



Depois fomos fazer um lanchinho rápido, bem rápido porque o salgado era muito pequeno e preço muito alto. Não podia faltar uma fotinha na frente do painel do Salão do Automóvel, em comemoração aos 50 anos da feira. E só nos restava ir embora. Cansado, com sono e uma leve dor nos braços, causada por carregar a câmera, não ligaria de ficar lá mais algumas horas, mas tenho que respeitar os limites do pessoal. Tínhamos que tentar evitar um transito ruim e uma chuva forte. Do transito a gente se livrou, mas da chuva, meus amigos, que chuva.

Acho que é isso. Agora vou colocar mais algumas fotos. Quem quiser ver as fotos em tamanho maior é só clicar em cima delas. Um grande abraço a todos os meus leitores inexistentes.


Adoro esse carro. Ainda vou ter um.
Porsche não é um carro só para quem tem dinheiro, mas pra quem tem estilo.
A cobra mais rápida do mundo
Gosto muito de carros conceito
Imagina usar esses botões a 300Km/h, e aqui em Mococa dá o que fazer pra alguém usar a seta
Ferrari... simplismente

Também vou colocar uma seleção de beldades....







 





 

domingo, 8 de agosto de 2010

Aviões, Aviões e mais Aviões...amo muito tudo isso


E ai pessoal. Estou tentando escrever aqui uma vez por semana, vamos ver se consigo. Hoje vou falar do domingo passado, dia primeiro de agosto. A gente foi para Pirassununga no Domingo Aéreo, na Academia da Força Aérea, muito show de bola para quem gosta de aviação. Eu amo isso, quem me conhece sabe da minha história na aviação, isso eu conto aqui um dia.

O domingo começou cedo, pois eu não sabia como eu iria ainda. Liguei para o João e ele disse para eu ligar para o Gu, mas o Gustavo tinha falado para o João ligar lá pelas dez da manhã, eu liguei as oito, vocês acham que ele ficou bravo ou não. Depois de todo o estresse ele voltou a dormir, eu fiquei tentando organizar tudo e o Coxxa, como sempre não foi tomar banho em tempo ágil.

Nosso AZIMUTE foi o posto Saema, o QG da turma. Saímos de lá umas dez e meia (horário no qual começaria a apresentação da Esquadrilha da Fumaça), na hora que o Theacher Gianecchini chegou. Pegamos estrada e pé na tábua. Chegamos à base aérea quando a Esquadrilha estava terminando a apresentação. Infelizmente fomos embora quando o esquadrão estava começando a ultima apresentação do dia. Mas está valendo. Teve muita coisa legal. Uma esquadrilha civil muito legal e o A4, Avião de Caça da Marinha do Brasil passou dando uma rasante, um momento único. Está tudo nas fotos e vídeos que coloquei aqui nesta postagem, muitos aviões. A ordem correta é: Amigos, Aviões e Aviões.

Coxxa e Gustavo
Helen e João
Coxxa
James
T-27 Tucano
C-110 Bufalo
F-5 Tiger
Mirage F2000
T-26
ALX - Super Tucano
Esquadrilha da Fumaça
Esquadrilha civil de apresenatação