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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Uma bela derrota

O que se viu na noite desta quarta feira foi uma aula de como deve ser o futebol, dentro e fora do campo. Uma bela demonstração de como se perde um jogo. De como se perde um campeonato. De como se deve perder uma Libertadores.

Uma partida diferente, onde nem mesmo o Boca foi o Boca. Teve seus momentos, mas foi um Boca bem mais civilizado do que de costume.

E o Corinthians, nossa, como me deixa orgulhoso. Como nos deixa orgulhosos e digo isso em nome de toda a nação brasileira, principalmente os anti. Pois vimos um Corinthians que atingiu uma maturidade que vai além de qualquer time europeu. Maturidade que nenhum time brasileiro havia atingido. 

Uma torcida que empurra noventa minutos, sem parar. Não parou nem depois do apito final, nem depois de derrotados. Nação! Parabéns pelo apoio. Parabéns pela festa. Parabéns pelo comportamento. 

Saber reagir ao ganhar uma Libertadores foi fácil, é fácil. Mas precisávamos perder uma depois de ter sido campeão pra saber se realmente o Corinthians é o time forte que sempre acreditamos ser. 

Espero que São Paulo, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Internacional, e tantos outros campeões de Libertadores, com mais títulos e há muito mais tempo que o Corinthians, aprendam a lição desta noite. E que os próximos campeões (e torço muito pelo Atlético que vem jogando um lindo futebol) sigam essa mesma mentalidade. 

O futebol tem que mudar. Temos que crescer. 

É assim que se perde. Jogando, lutando, no campo, na bola. E com uma bela torcida ao lado, reconhecendo tudo que foi feito. 

Podia ter ganho, mas não seria tão sensacional.

Parabéns Corinthians!

sábado, 8 de dezembro de 2012

Uma pequena atualização

Um século depois, eis que retorno das cinzas. Acabado parte do estresse que foi esse ano, o TCC, agora as coisas estão um pouco mais leves. Mas, não o suficiente para que eu me sinta totalmente realizado. Ainda estou no meu antigo trabalho: agonizante, desestimulante e público trabalho. 

Estava olhando o quão mórbido estava essa site. Vamos tentar trazer de volta a alegria de sempre o começar com o carro chefe: o esporte.

Bom, na verdade vou falar que quero voltar a acompanhar os esportes, porque esse ano não tive tempo para nada. Até minha Fórmula 1, sagrada, ficou em segundo plano por causa do TCC. Mas vou tentar voltar como era antes.

Por falar na Fórmula 1, foi um temporada muito bacana de se ver. Muita ultrapassagens nas corridas e um campeonato decidido na última corrida, como sempre e bom. Nada desse negócio de vencer antecipado. Parabéns ao Sebastian Vetel pela conquista. 

No futebol, Fluminense campeão brasileiro, mas a grande sensação do futebol é o Corinthians na disputa do mundial. Chamam o corintiano de ladrão e á com essa fama que roubaram todas as atenções, mesmo fora da disputa do campeonato nacional. 

Outras novidades: como todos perceberam, eu me formei, agora não sou mais estudante de jornalismo e sim um jornalista desempregado; sou completamente apaixonado pela minha namorada/noiva; comprei um PS3 e estou muito feliz; e estou passando por uma leve crise de insegurança. Achei que seria fácil me formar e sair fora "daqui" (entenda-se: emprego atual). 

Mas é isso ai, meus caros leitores inexistentes. Não vou prometer ser mais assíduo, porque sempre sumo. Mas vamos tentar não sumir. Abraços a todos um ótimo final de semana e uma boa semana a todos. que venha o mundial..!!! 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Torcedores - por Anderson Ferreira

Quarta-feira, 4 de julho. Ele acende a vela e apaga com um sopro o palito de fósforo que queimava como a esperança dentro de seu coração. Envolto com a bandeira do seu time, superstição em dias de jogos especiais, ora a São Jorge de uma forma como nunca fizera.


Pede proteção, pede gols, pede que seja vencedor do campeonato que parece não ter sido feito ao seu time. Assiste ao jogo em casa, na sala apertada, perto da TV de LCD que ainda deve oito prestações. Quase infarta no primeiro gol. Não pode gritar porque a mulher dorme no outro sofá e sempre fica brava ao ser acordada. Chora no segundo gol daquele moço careca, que parece ter nascido pra vestir a camisa que mais ama.


Quando termina o jogo, levanta-se, toma um pouco de água, abre a janela da sala e fica a ouvir os fogos que durariam a noite toda. Sente no rosto o vento daquele dia de inverno que jamais sairá de sua lembrança e que, muitas vezes, achou que nunca fosse chegar. A quatro casas dali, um outro sujeito apagava uma vela, bravo com seu santo de devoção por não ter atendido o pedido de infelicidade alheia. Deitado em sua cama, aqueles rojões pareciam punhaladas em seu coração. Tal como o vizinho, não dormiu naquela noite.


Quarta-feira, 11 de julho. Muitas velas queimam no altar improvisado de um dos quartos da casa. Flâmulas do time alviverde se misturam às imagens dos inúmeros santos. Agoniado, com o peito apertado, ele toma o remédio da pressão e afaga o gato que roça sua perna. O gesto é mecânico, pois ele só pensa no jogo que acabava de começar.


Grita palavrões aos montes em italiano. A mulher e a filha, já acostumadas ao seu jeito nessas ocasiões, ora se divertem, ora se preocupam. Gol do adversário. O cigarro, vício vencido há cinco anos, volta a fazer parte de sua vida. Um, dois e outros tantos. No cinzeiro, a prova de tamanho nervosismo. Gol de empate. O berro, que há muito não soltava, estava próximo, cada vez mais perto, quase dava para apalpá-lo. Ainda restava tempo para falar mal do árbitro, bandeirinha, narrador e vizinho.


Fim de jogo. Ele mexe no bigode e não desgruda o olho da televisão. Quer ver a taça, ver a festa na casa do adversário. Acende os rojões com o próprio cigarro e grita forte na varanda da casa. Muitos daqueles fogos ainda eram da semana anterior, quando os comprara acreditando na derrota do grande inimigo que não aconteceu. Estava aliviado e feliz. A quatro casas dali, o sujeito que festejara uma semana antes colocava o cobertor sobre a mulher. Caminhava pela casa procurando o relógio de pulso que não sabia onde havia colocado. Ao encontrá-lo, programou-o para despertar às sete da manhã e se deitou. Tal como vizinho, não dormiu naquela noite.


Tão pertos e tão distantes. Tão iguais e tão diferentes. Um precisa do outro. Um faz com que o outro permaneça grande. Os gigantes continuarão a roubar o sono de muita gente.


Vai Corinthians. Dá-lhe Palmeiras.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Agora é preto no branco, a América é nossa


Lágrimas escorriam. Os mais fortes, engoliam o choro. Afinal, é um povo que está acostumado a sofrer, essa cena, é mais normal do que se imagina. Só que ontem foi diferente, esse choro veio acompanhado de um sorriso que não cabia no rosto.

Para o povo sofrido de Osmar Santos, a alegria da conquista só não foi maior do que o orgulho por nunca ter abandonado, nem por um minuto, nem por puro ódio, raiva, desgosto. Coisas que são irrelevantes para essa gente humilde.

O que importa pra eles é carregar no peito o brasão estampado no manto sagrado. Manto esse que ontem, enxugou finalmente, lágrimas de alegria de uma disputa que parecia impossível de se ganhar, um dia.

A história é longa, não caberia em tão poucas linhas a que me sujeito escrever. Mas o final dela, não poderia ser melhor.

Sempre digo que para acontecer uma revolução é preciso que se ocorra um evento muito grande: como uma fênix, que se põe em chamas para depois retornar das cinzas, mais bela, forte e experiente. Com os gaviões também foi assim, com a queda, veio a ascensão.

A única coisa sensata que me resta fazer é me levantar e aplaudir, não apenas os bravos guerreiros que nos deram mais essa taça, mas sim a toda essa monocromática nação, que coloriu a América de preto e branco.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Um pedido ao chefe

Caro Chefe,

Eu tenho um sonho. Onde todas as pessoas são iguais... não, isso é Martin Luther King.

Eu tenho outro sonho. E esse sonho me foi passado como herança há muito tempo. Esse sonho já dura muitos anos.

Na próxima semana, esse sonho pode se realizar e, a única coisa que gostaria, era estar presente quando isso acontecer.

Não é todo dia que se realiza um sonho, ainda mais um sonho banhado a suor, terra, barro, sangue.

Não é sempre que podemos honrar nossos nobres antecedentes com uma gloriosa festa, colorindo, uma das maiores cidades do mundo, de preto e branco.

Nosso sonho nasceu de mãos calejadas, roupas puídas, sujeira do orgulho de ser trabalhador, operário.

Sempre chegamos lá. Com a força do nosso povo que empurra pra cima esses onze operários de “meiões” e chuteiras.

E do mesmo modo nós vamos realizar mais esse sonho, o sonho da vez, porque antes desse, já existiram outros e, assim como os outros, esse um dia vai se realizar, seja semana que vem, daqui um ou dez anos.

Jamais abandonaremos esse sonho. Porque o que nos move, não é o sonho em si, e sim sonhar. O processo é a realização que é a nossa verdadeira paixão.

Conquistas são detalhes. O que é bom mesmo é sofrer, gritar, chorar, berrar, torcer. É o processo que conta.

Dizem que o melhor da festa é esperar por ela. Pode ser. Mas na festa da próxima quarta, que São Jorge nos ajude e Deus queria, eu vou estar lá, com mais 30 milhões de monocromáticos amigos.


Att
Seu Funcionário

domingo, 24 de junho de 2012

Lágrimas de São Jorge - por Anderson Ferreira

Esse texto é do Anderson, integrante do Quarteto, que escreveu sobre a nossa ida à São Paulo para presenciar a classificação do Corinthians para a final da bendita Libertadores. Destruiu no texto.



Lágrimas de São Jorge
por Anderson Ferreira

Ninguém me contou, eu estava lá. Vi e senti. Assim que Danilo fez o gol de empate contra o Santos, antes do terceiro minuto do segundo tempo, o que significava mais de quarenta minutos ainda de sofrimento, começou a chover. Não tenho dúvidas, aquilo não era chuva, era São Jorge que chorava do céu, abraçado a Sócrates após o tento corintiano.

Sou assumidamente torcedor do Corinthians, embora isso nunca tenha me impedido de reconhecer que o Santos tinha melhor elenco nessa decisão. Minha paixão clubística nunca me fez esconder que o São Paulo 92/93 foi o maior time que vi jogar, tampouco que sempre tive medo de enfrentar o Palmeiras em decisões, principalmente pelas eliminações nas Libertadores de 99 e 2000.

Desse modo, na última quarta, o Corinthians conseguiu exorcizar o primeiro demônio. Após o gol santista, digo com convicção, não existia no Pacaembu um torcedor, fosse peixeiro ou do bando de loucos, que não imaginasse outra eliminação do time da capital. A ida à final representa ao corintiano mais que a disputa do título que ele mais cobiça, representa a vitória sobre um sentimento que o acompanhava desde a defesa de Marcos no pênalti do Marcelinho.

E o destino reservou ao Corinthians, na sua primeira final, o pior dos adversários possíveis. Enfrentar o Boca Juniors nunca é bom negócio. Riquelme, o maestro portenho, é desses craques tão geniais que pode vencer sozinho a decisão. Ele já o fez contra o Palmeiras em 2000 e contra o Grêmio, em 2007. O melhor do time paulista é o seu conjunto. O esquema armado por Tite é de uma sincronia louvável, ao ponto de o time tomar o gol na quarta quando Ralf ficou impossibilitado de combater, ou seja, quando uma das peças não funcionou, a engrenagem falhou.

É, meus iguais corintianos, enfrentaremos o mundo a partir da próxima quarta-feira. A torcida do Boca será gigante como nunca foi e barulhenta e festeira como costuma ser na Bombonera. Resta-nos, então, viver o jogo como sempre vivemos e torcer para que perto da meia noite do dia 4 de julho, São Jorge esteja chorando tanto de felicidade que Sócrates tenha que deixar de lado sua cerveja para ampará-lo. Quanto a mim, não há outro lugar no mundo onde eu deseje mais estar que no Pacaembu, no mesmo dia, sentindo as lágrimas de São Jorge outra vez.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Nós somos feitos de histórias

Acordei segunda com o coração apertado. Quantas vezes vamos ter que passar por isso, quantas vezes vamos ter que agüentar dias como essa segunda feira.

Derrotas existem, nos colocam os pés no chão, mas ter que aturar os outros, que não sabem perder é complicado.

O pior de tudo, é que não estou falando dos meus monocromáticos colegas de torcida, falo dos outros todos. Fiquei até com pena deles, pois a decepção alheia foi pior que a nossa própria.

Nós não sabemos a importância nem a enormidade de nossa existência até que um evento, como o desse domingo, mexa com o profundo sentimento até dos mais fanáticos opositores.

Há quem diga, que o Corinthians é um timinho. Há quem diga que não tem importância. Há quem diga, que não tem expressão. E existem até mesmo alguns bem ousados, que ousam dizer que não tem história.

Mas na verdade a história do alvinegro paulista vai além, não está apenas no futebol ou nos almanaques que ostentam os milhares de resultados vagos de jogos sem importância de tantos times realmente sem expressão.

O Corinthians está incrustado até o âmago da alma daquele, que por um momento, mesmo que único, se deleitou com uma partida de futebol.

Querendo ou não, nobre torcedor desse esporte bretão, seja você torcedor de que time for, nós somos importantes, assim como vocês, que se não o fossem, não seriamos o tal. Mas mais ainda, nós somos o espetáculo.

Acordei nessa segunda feira. Saí, o dia estava triste, melancólico, apagado. Nem mesmo o sol ousou aparecer. E ainda, há quem diga que Ele não é corintiano.

sábado, 24 de março de 2012

Diário de um TCCendo 01 - Escolhendo um tema

Primeiro mês de TCC. Bom, estou começando pelo primeiro porque só pensei nisso agora. Retomando: primeiro mês de TCC foi bem tenso, pessoal. A parte mais difícil até agora foi a que eu achei que seria a mais fácil; escolher o tema.

Em uma semana já tínhamos vários temas para o trabalho e a cada encontro do Quarteto apareciam mais coisas, acho até que deveríamos fazer um TCC sobre temas de TCC. Quem tiver dificuldade galera, mando uma lista com um belo repertório.

No nosso curso podemos escolher entre algumas modalidades, vídeo, foto, livro, rádio, assessoria ou uma monográfica propriamente dita. Nós queríamos vídeo, fazer um tipo de Vídeo Documentário. Nosso tema era a busca por uma resposta: Porque o Corinthians é tão odiado. Algo do tipo, nas ideias era muito legal, bem poético. Teve um professor que quis fazer o vídeo um pouco mais para o lado violento, sensacionalista. Que isso? Odeio essas coisas. O professor tentou mudar nosso trabalho, mudamos de professor.

Começamos a avaliar a viabilidade de um projeto desses. Não seria muito barato. Tem várias coisas que pagar, além das viagens. Por esse mesmo motivo desistimos de outro projeto, que era de fazer um documentário sobre o Pacaembu. Entre esses dois planos, bolamos um programa de rádio também. Seria bem legal, o programa de rádio já fazíamos, só iriamos tornar ele uma coisa mais profissional, colocar no papel.

Mas acabamos voltando para a ideia de vídeos documentários, mas algo regional, mesmo assim, com uma importância nacional, ou até maior que isso. Vamos fazer um vídeo sobre Bellini e Mauro, capitães da seleção brasileira em 58 e 62, respectivamente.

É isso. Estamos na luta, conversando bastante e lendo um tanto bom. Além de assistir documentários sobre futebol o dia todo.

Difícil?
Bastante.

Vale a pena?
Demais!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tinha que ser assim

Sport Club Corinthians Paulista - Campeão Brasileiro de 2011


Tinha que ser difícil. Tinha que ser sofrido. Tinha que ser Corinthians. Nada nunca foi fácil para esse time, nem para seus torcedores. Sofreram juntos por oitenta anos até que se consagrasse nacionalmente pela primeira vez. Foi difícil, sofrido e, como sempre, nunca merecido na opinião dos outros. Mas esses tais “outros” não são ninguém não, nem vale a pena dar atenção.

Como se não bastasse a tensão que pairava no ar, uma triste notícia nos tirou da cama, o Doutor havia nos deixado. Nos deixado, porém jamais sairá de nossos corações e recordações. Para sempre nos lembraremos de seu futebol e seus ideais, sempre nos inspiraremos com suas ideias. A homenagem, mais que merecida, todos de punhos fechados, como o Doutor sempre fazia. 

Mais uma vez o Corinthians mostra que é o time da virada. Um ano que começou conturbado só serviu para dar mais força aos guerreiros do Parque São Jorge, que continuaram a luta. Cada jogo parecia uma batalha, uma guerra, vezes contra o adversário outras contra as próprias falhas.

E como falhou. Afinal, é Corinthians e não seria fácil nem mesmo quando parecia fácil. Mas será que é de proposito, não pode ser, fazer o corintiano sofrer assim é sacanagem. Aja coração. E que coração. Depois desse ano, quem não morreu enfartado pode ficar tranquilo, de coração no sofre mais, só sofre de corintianismo agudo e o remédio, ah... esse ainda não inventaram, e mesmo que inventem, quem é o louco que vai querer, pois o que o bando quer mesmo é mais Corinthians nas nossa vidas.

Agora é férias galera, vamos recarregar as baterias [como se precisássemos]. Ano que vem tem mais. Muito Corinthians na vida de todos vocês, monocromáticos torcedores.

Os bravos guerreiros


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um bando, um templo

De perto, ali de baixo, ele parecia bem mais imponente e maior do que eu imaginava. Já havia passado por ali algumas vezes, mas sempre com pressa. Nunca tinha parado para contemplar a beleza daquele monumento, erguido ali, para o deleite dos deuses da bola.

Pela tarde a gente só foi pegar os ingressos, mas já deu para sentir como seria aquela noite. Quando foi se aproximando o momento tudo foi ficando cada vez mais sem cor, se tons, e o preto e branco foi tomando conta de tudo, e dos nossos corações.

Mais tarde nos unimos ao bando que festejava ali na frente. Uma festa antes da verdadeira festa. E sabem o por quê? Estarem juntos naquele templo, já é motivo para festejar, porque afinal, SER é mais importante que TER. Ficamos um bom tempo com aquele bando antes de nos juntar ao resto que aguardavam ansiosos dentro do templo.

Quando me vi no interior daquela construção, quase não pude acreditar. As luzes, as paredes, as pessoas, o relvado, era tudo como eu imaginava, era muito mais que eu imaginava. O clima era incrível. Aquele bando não se calava nem por um segundo. É preciso muito amor, paixão, ardor para ser como aquela massa de loucos e não dá pra dizer com palavras, só quem é para saber o que é.

Mesmo depois de encerrada aquela cerimônia seus seguidores por ali continuavam, como se o rito que acabara de acontecer ainda estivesse aceso dentro dos corações de cada discípulo naquele templo. É como se permanece, mesmo depois de certo tempo e não importando com a distância. Aquela chama não se apaga, a corrente não se quebra, e até à morte não pode cessar amor que toma o peito desses monocromáticos fiéis.

Mais foto aqui: Corinthians 2 x 1 Flamengo - 08-09-2011

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Fino trato

Demorei um pouco para escrever este texto, porém, antes tarde do que nunca. Quarta-feira foi um dia para ficar na história, acho que todos cansaram de ouvir isso. Mas o que aconteceu em campo no jogo do Santos e Flamengo foi algo digno de ser visto, revisto, falado, discutido e escrito diversas vezes, com várias pessoas e em todas as línguas.

Passei toda a quarta-feira, não sei porquê, falando dessa partida. Meus colegas de apartamento até comentaram, “não é seu time”. Só sei que estava pressentindo que iria presenciar algo magnifico. E eu, na minha humilde insignificância – e confesso: não sei nenhum pouco do que gostaria sobre futebol – estava mesmo sentindo que iria ser um jogão.

 Um sentimento correspondido, no mais alto nível, pelos Deuses do futebol, que abençoaram a nossa sortílega quarta-feira com o maior espetáculo que poderia ter presenciado. Neymar foi praticamente mágico e Ronaldinho teve um dia de Ronaldinho, para nosso deleite. Isso só resumiu o grande duelo entre esses craques do futebol brasileiro, e por incrível que pareça, aqui no Brasil. Deixo aqui a dica, vale a pena perder um tempo no youtube procurando pelos lances.


Neymágico fez uma das jogadas mais bonitas que já vi e já R10, marcou um gol de falta que, repetindo o que foi dito por Luiz Roberto de Múcio, levou a sua assinatura. Não dá par ficar narrando aqui o que foi visto naquele dia, só vendo mesmo para se dar conta do que aconteceu. Um verdadeiro duelo entre gladiadores empunhando suas melhores armas: habilidade, inteligência, velocidade, experiência.

 ... e no asfalto
Acho que vou cansar de escrever isso e vocês, meus leitores inexistentes, vão se enfastiarem de ler, mas a corrida de hoje é para entrar na história – como tem coisa entrando para a história essa semana – e é fácil de explicar porquê. Budapeste é uma pista complicada, muito estreita, com poucas retas, consequentemente, poucos pontos de ultrapassagem. Mas tudo isso caiu por terra e, novamente, tenho que dar os parabéns ao Bernie. Foi mais um show de corrida e, eu espero muito, muito mesmo, que todos estejam curtindo e aproveitando, pois se muitos reclamavam que depois do Senna, tudo ficou muito chato, basta assistir uma corrida esse ano e eu garanto; os Deuses do automobilismo iram abençoar seu lar com muita emoção e velocidade.

Jenson Button foi um verdadeiro gentleman para tratar sua McLaren. Ele conseguiu fazer o que foi pedido pelos seus engenheiros soube correr no limite com uma delicadeza que só os grandes conseguem ter. E nesses tempo de nova Fórmula 1, saber fazer o que os homens pedem e tirar da máquina o que é necessário, é muito difícil, e pode garantir alguns pontinhos. Em se falando de fino trato, posso garantir, Button sabe o que é isso.

... o contraponto
Nem tudo são flores: infelizmente o contraponto da semana foi o Timão ter perdido de três a dois para o Avaí.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

PRATO CHEIO PRA BOLEIROS

Recebi um e-mail algum tempo atrás e gostei muito, até guardei ele. Semana passada meu amigo Pedrinho me mandou esse mesmo e-mail. Achei legal compartilhar isso com vocês, meus leitores inexistentes. É muito legal para quem gosta de futebol ou apenas curte Copa do Mundo.

Cliquem nas imagens para ver em tamanho legível.














Espero que tenham gostado. O primeiro queria muito fazer um quadro para colocar na sala, muito bonito. Tá ai uma sugestão de presente para quem estiver interessado em me presentear [risos].

Beijos e abraços a todos

quarta-feira, 20 de julho de 2011

O brilho eterno de um time sem estrelas


Olhei a última postagem e vi o tempo que eu não escrevo no blog. Mas vamos lá, nessa última postagem, eu falava da despedida do Ronaldo, o maior Fenômeno do futebol atual. E depois do último do jogo da seleção pela Copa América, onde nossas “estrelas” ignoraram totalmente as estrelas que ostentavam no peito, percebi que tinha razão quando disse que vai demorar muito para surgir outro Ronaldo ou mesmo outro Romário, Zico, Garrincha ou Pelé.

Alguns jogadores não conseguem entender que o brilho da seleção vem dela, e não de seus meros complementos. A seleção brasileira não é feita de meia dúzia que ganham milhões. Ela é feita de passado, por isso, tem que fazer o bem no presente, para ficarem eternizados no futuro. O que esses precoces milionários não entendem nem respeitam é o valor que essa camisa representa. Não falo de dinheiro e sim de orgulho, honra e respeito.

Muitos que vestiram essa camisa no passado, o fizera por amor, paixão ao esporte, e não para encarecer o passe ou aparecer bem na foto. O que se viu na disputa de pênaltis no domingo, foram jogadores arrogantes, presunçosos, que não estavam nem um pouco preocupados com o momento, e sim e sair bem nas imagens, porque uma pose bonita pode vir a fazer parte do pacote de expansão do PES 2011.

Mas tudo é fase, tudo passa. A vida e seus momentos são cíclicos, e só consegue viver bem aquele que presta atenção nesses ciclos. Pois só existe crescimento quando estamos caídos, arrasados, quando conseguimos ver os nossos erros e consequências de perto.  É no fundo do poço que aprendemos o quanto a água é fria e cortante. É quando estamos no chão que aprendemos a nos levantar e que correr é bem mais rápido que se rastejar.

Vamos seleção. Levanta, se erga, avante. Porque o mundo não parou porque um timinho saiu mais cedo da Copa América. Mas aprendam bem a lição: vocês, meus caros, não são ninguém não. 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Um adeus fenomenal

Evitei, não queria ver! Não queria acreditar! Mas também não resisti. Quando tomei coragem, trinta daqueles quarenta e cinco já haviam se passado. Não estava nem ligando para os canarinhos em campo, quem me importava era um em especial, mais rechonchudo que os outros. Porém, não menos perigoso.

Quando entrou em campo, é como se algo brilhasse novamente, uma magia que a muito não se via naquela seleção, a mais estrelada dentre todas. Parece que todos em campo sabiam da responsabilidade que tinham, do valor que aquilo representava e conseguiram tirar lá do fundo da alma, a alma que há muito tempo faltava para aquele time.

Vimos os canarinhos voarem como há tempos não faziam. Para aqueles, do tempo do futebol romântico, foi o último jogo do futebol arte. Pensar que isso morreu, pode até ser, mas como uma fênix, renascerá das cinzas nos pés de jovens talentos, como já vemos aos poucos nascer.

Pena que essa despedida não foi da maneira que esse que voz escreve gostaria de ver. Aquele jogador fenomenal até jogou bem, motivou o time, teve oportunidade, mas também errou. E errou feio, porém teve oportunidades, foi inteligente, apareceu para buscar jogos em lugares certos, fez passes que nos remeteu aos bons tempos do gordinho, na suma: foi bem.

Mas apesar de tudo que fez, e não só agora; falo dos anos de ouro, das grandes conquistas, do que representa para o mundo, do que representou para uma massa. Apesar de tudo isso, aposto que o que vai se falar mais, é de um lance, ou do seu peso, o da sua falta de resistência física e em como faltava ar quando partia. Ninguém se lembra das contusões e lesões, que não é fácil para nenhum ser humano normal, eu sei disso, já senti esses problemas literalmente na pele.

Mas ele partiu, para o lamento dos críticos e apaixonados. O futebol perdeu seu ídolo, para mim, não precisava de um jogo assim. Ele não precisava, já representava demais, mas já que resolveu nos dar esse presente, muito obrigado.

Deixo meu agradecimento a esse raro fenômeno que passou por aqui, arrasou os campos e os corações, e se foi. Sempre digo que a gente tem que jogar para frente, o passado já foi, o jeito é focar o futuro e continuar seguindo. Mas o passado é importante, como lembrança, aprendizado, lição, história. Temos que olhar para trás e aprendermos com tudo que já se foi, para que no futuro não erremos tudo novamente.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ora bolas

Nada é mais justo do que receber algo como mérito de uma conquista. Como muitos dizem por ai, o que é do homem, o bicho não come. Mas o que vemos na história da Taça das Bolinhas não é bem isso. O bicho pode não comer, mas o São Paulo leva embora.

Quando foi feito o acordo, que tornava o Flamengo Campeão de 87, o São Paulo foi o primeiro time do Clube dos 13 a assinar o reconhecimento do título. O grande problema desse acordo, para o clube tricolor, é que com isso, o Flamengo se torna, também, o primeiro clube brasileiro a ser Hexacampeão nacional, tirando assim, o direito que o São Paulo tem de receber a famosa Taça das Bolinhas.

O que gerou todo esse problema, foi a demora da CBF para reconhecer o título Rubro-negro de 87. Com essa demora, a Caixa Econômica Federal, que foi a idealizadora da Taça das Bolinhas, concedeu ao São Paulo o direito de ficar permanentemente com a taça, por ter sido, oficialmente até aquele momento, o primeiro clube brasileiro a ter conquistado seis Campeonatos Brasileiros.

Logo depois, veio o reconhecimento da CBF, o que tornou o Flamengo, o verdadeiro detentor da tal taça. O São Paulo, já não deveria ter aceitado a taça quando ganhou no início do ano, agora com a decisão oficial, tem mais um dever, que é devolve-la ao verdadeiro dono. Mas existe um grande problema. É preciso ter hombridade para assumir um compromisso e ser mais homem ainda para manter-lo de pé. 



Esse texto foi escrito para o jornal O Municipio, de São João da Boa Vista

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Vigilantes do Sonho, um desabafo corintiano

por Rafael Vasconcelo
vasconcelorafael@gmail.com


Hoje é dia de Corinthians. Não, não é dia do campeão Fluminense. O dia é de esculachar um clube que domina corações apaixonados e loucos, algo que eles não tem. Como sempre, eles torcem por outros clubes. Vendem até a alma. Querem loucamente a desgraça do povo. Querem que a favela se cale. Querem que o preto e o branco percam a cor. Que o fiel deixe de ser fiel. Custe o que custar.

Buscam em noventa minutos o sofrimento de 25 milhões de maloqueiros sofredores, graças a Deus! Quando não triunfam, colocam o rabo entre as pernas e saem sem ninguém perceber. Mas, quando a vitória vem, o inferno se arma. Bandeiras e faixas aparecem pelas ruas. Camisas saem dos armários para vestir esses que se julgam Goiás, Avaí ou Atlético-PR, desde criancinha. Esquecem de torcer e apoiar o seu próprio time. Esquecem por algum tempo os problemas de casa.

Se o time não consegue um titulo ou uma classificação, a missão é infernizar e destruir a paixão do povo. Só que eles não sabem que esta paixão é maior do que qualquer gozação ou campeonato. Quanto mais eles nos batem e falam mal, o amor aumenta. É um lampião existente em cada um de nós, que nunca vai se apagar. Nem se um dia deixar de existir, que Deus e a Fiel me perdoe, jamais há de acontecer.

O Centenário não acabou, há ainda mais um ano. Mais uma oportunidade para o alvinegro tirar o sono dos vigilantes, meros aproveitadores. Perdendo ou vencendo. Empatando ou até não jogando. O que incomoda no futebol brasileiro, é o Corinthians e o corintiano. É o pobre sorrindo e o rico chorando.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Do asfalto ao gramado

O Campeonato Brasileiro já contornou a última curva e aponta na reta de chegada, e assim como na Fórmula 1, só será decidido depois da bandeira quadriculada. Da mesma forma como foi decidida a temporada mais emocionante e polêmica da competição automobilística, o futebol brasileiro pode ter três campeões; Fluminense (1º colocado, 68 pontos), Corinthians (2º, com 67 pontos) e Cruzeiro (3º, 66 pontos), sem contar que o Brasileirão de 2010 também foi o mais emocionante e polêmico dos últimos anos.

Mala branca, corpo mole, jogo de equipe, foram os principais assuntos discutidos dentro e fora das pistas e gramados. Convenhamos, jogo de equipe, principalmente na Ferrari, sempre existiu. Mala branca no futebol, não é tão grave, mas também não é tão justo. O que é realmente grave é uma torcida exigir que todo o trabalho de um time seja jogado fora em uma única partida por uma simples questão de rivalidade.

As atitudes das torcidas do São Paulo e do Palmeiras, essa última mais desprezível ainda pela agressão ao goleiro Deola, foram totalmente antidesportiva. Exigir que seus jogadores entreguem o jogo é absurdo. Espero que entendam o meu ponto, entregar o jogo, é diferente de ganhar uma “bolada” para vencer uma partida. Mas volto a repetir, não sou a favor de nenhum tipo de incentivo ou pagamento por partidas. 

No caso do Brasileirão deste ano podemos ter outros interesses em jogo, por exemplo, o Corinthians, que tem o mesmo patrocinador que Goiás e Guarani. Dois times diretamente envolvidos com os resultados do campeonato. Lógico, não é certo que o Goiás entregue o jogo para o Timão, mas não seria o fim se o Guarani lutasse para vencer o jogo contra o Fluminense. 

Uma solução para acabar com essa polêmica, pode ser a volta do “mata-mata”, redução das vagas para Copa Sul-Americana ou até mesmo uma premiação em dinheiro para os melhores colocados no campeonato, uma forma de evitar que os times no meio da tabela entreguem o jogo. Outra solução, só que mais utópica, seria uma aulinha de ética esportiva para os dirigentes do futebol, pena que não funcionaria, pois como dizia o meu avô: “burro velho não aprende truque novo.” 

Só por curiosidade, na Fórmula 1, o campeão deste ano foi Sebastian Vettel (Red Bull), que chegou na última corrida em terceiro lugar no campeonato, atrás de Fernando Alonso (Ferrari) e Mark Webber (Red Bull), e saiu de Abu Dhabi com o “caneco”. Em 2007, correndo pela Ferrari, o finlandês Kimi Raikkonen fez a mesma façanha, aqui no Brasil. Então, torcedores do Cruzeiro, não é hora de desanimar, o campeão não está decidido.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tira o pé do meu jogo


Essa época de Copa do Mundo até que é legal, não tem nada melhor que assistir futebol o dia todo e 24h de mesas redondas, isso é demais. Além das mesas redondas que a gente é convidado, mas não pode ir porque os caras escolhem justo o horário do jogo para fazer. Pode deixar, no final da Copa eu apareço lá na rádio para fazer alguns comentário.
Mas agora vou falar para vocês o que realmente mata nessa época: semana de prova. Não é fácil, justo na Copa os caras resolvem fazer a semana de provas oficiais na faculdade. O pior não é isso, para quem achou que estava indo bem, ficar de exame na matéria que você mais domina sem saber porquê é inexplicável.
Finalmente consigo encontrar um curso da qual tenho orgulho e prazer de frequentar, algo que quero levar a sério e tentar me formar como um bom profissional, mas sempre tem um desafio, é já imaginava que não iria ser tão fácil assim. Mas vamos lá professores, é Copa do Mundo, tira o pé do meu jogo caramba. Para que ficar empacando o esquema.
Tentem imaginar a matéria que eu fiquei de exame, vou dar uma dica: olhem em volta desse texto, o lugar onde estão lendo esse texto, a imaginação que criou esse texto! É isso mesmo, eu estou de exame em COMUNICAÇÃO ON LINE. Pessoal, tentem raciocinar comigo, tem gente na sala que mal sabe ligar um computador, escrever então eu nem quero comentar. O cara reprova um aluno que cria sites por diversão. Nada contra meu professor, ele até que é gente boa, mas essa atitude é desconexa. Pode até parecer arrogância e prepotência eu achar que mereceria passar com o cara, mas não teve motivos para eu ficar de ano. Isso vai dar muito pano pra manga ainda.
Ta certo que nesse semestre não fui o todo certinho. Sei que faltei com muitas coisas. Mas o que consegui fazer o melhor que pude, eu fiz. Fiz coisas muito boas e outras deixaram a desejar. Talvez nas provas, por exemplo, poderia ter ido muito melhor do que fui. Mas acho que é por causa do resfriado. É isso mesmo, acabei ficando com dor de garganta e o resto que ficamos quando estamos meio resfriados.
Mas não foi só isso. Ainda teve FILOSOFIA. Sabia que nunca poderia confiar em um padre. Aposto que sabe que eu sou ateu, é isso mesmo, o jornalista aqui é ateu. E o maldito deve ter me deixado só por isso. Ele quase roubou meu pendriver, tive que pedir se não ia ficar pra ele mesmo. O filho da mãe ainda teve coragem de criticar o nosso trabalho, mesmo depois de ter adorado os vídeos e pedido meu pendriver emprestado para levar pra copiar. Tem coisa que não dá para acreditar mesmo. Mas deixa esse quieto também, como um bom padre ele vai queimar no inferno como todos. Ou não, se levarmos em conta que prefiro o céu pelo clima, mas o inferno pela companhia.
Chega disso vai. O importante é que estamos em época de Copa do Mundo, vou me matar de assistir futebol, além dos Seriados que baixei, vou me esbaldar nas férias. Vou aproveitar para deixar uma dica aqui para vocês; um documentário que se chama “Todos os corações do mundo”, sobre a Copa de 94 nos Estados Unidos. Show de bola, vale a pena assistir. Para ver todo o documentário, basta ir clicando nos "videos ralacionados" acompanhado a sequência.


sexta-feira, 11 de junho de 2010

Futebol de todas as torcidas - por Anderson Ferreira



Existe um grande clube na cidade
Que mora dentro do meu coração
Ele só me traz felicidade
Pois sou do clube tantas vezes campeão

Tua imensa torcida é bem feliz
Norte e sul, norte e sul deste país
E até a pé nos iremos vê-lo jogar
Seja na terra, seja no mar

Ele é o glorioso
Não pode perder, perder pra ninguém
Dentro ou fora do alçapão
Jogue o que jogar
Hei de lutar, lutar, lutar
Com toda raça pra vencer

És um clube bem amado
Tuas glórias vem do passado
Tu sabes ser brasileiro
És orgulho do Brasil
Tua vitória é a certeza
Que somos todos campeões
FUTEBOL E PAZ 
Eternamente dentro dos nossos corações

sexta-feira, 7 de maio de 2010

DESABAFO CORINTIANO

O corintiano sofre, de verdade, e parece que essa é a natureza desse torcedor. Para começar sofre com o preconceito; ninguém sabe o quanto essa torcida já lutou pela democracia do país e por causa dessa luta é tão perseguido hoje em dia.
Depois sofre pelo simples fato de ser o Corinthians. Quando se fala que “só quem é sabe o que é” não é mentira, não adianta eu ficar escrevendo sem parar sobre “o que é ser corintiano” ou falando tudo o que se passa no coração e na mente de um corintiano se o ouvinte ou leitor não for corintiano, porque “nunca vão entender”. Coloquei essa frases entre aspas, pois são frases normalmente utilizadas quando alguma pessoa ignora o fato de o Corinthians ser o maior time brasileiro. Que fique claro que isso não é arrogância: é fato.
Conversava com um amigo corintiano e falávamos sobre como a gente sofre. Somos atingidos por todos os lados. No Brasil existem dois tipos de torcidas; a torcida do Corinthians e a torcida Anti-Corinthians. A gente concorda que existem torcedores chatos, mas não se pode dizer que só existem esses torcedores no Corinthians, todo time tem torcedor chato, quer mais chato que um são-paulino quando o time deles está ganhando, o engraçado que eles somem quando o time perde dois joguinhos. Lógico, existem exceções, para todos os lados.
O corintiano verdadeiro, que já sofreu muito, chega a alertar as novas gerações. Ouvi uma história uma vez: “um garoto chega para o pai e diz que é corintiano. O pai é completamente apaixonado pelo time. Ele então alerta o filho sobre o que é ser corintiano, das dificuldades, dos sacrifícios, das decepções. Pergunta ao filho se é isso mesmo que ele quer. O garoto então responde; ‘Pai, eu não escolhi ser corintiano, eu sou corintiano’.”
É uma torcida diferenciada, não tem como explicar. Vou tentar fazer isso de uma maneira simples para aqueles que sempre pegam no pé de corintianos. Nós não ignoramos o fato da Libertadores ser um campeonato importante, é sim. O mundial também é muito importante, nós sabemos disso. Nunca questionamos nenhum campeonato que os clubes brasileiros ganharam. O que não entendo é porque qualquer coisa que ganhamos não tem nenhum valor perante os outros. Todo campeonato tem sua dificuldades, não se pode desprezar ou ficar inventando fatos que desmereça o que um time lutou para ter. Isso é coisa de perdedor ressentido, que queria de qualquer maneira ser como aquele que venceu. O verdadeiro torcedor é aquele que torce pelo time e não contra os outros. No Corinthians, nós torcemos pelo time, não por campeonatos ou taças ou títulos. Diferente de outras torcidas, que não preciso falar quem são, mas que são totalmente dependentes de uma Libertadores, sem isso parece que não vivem e acabam até ignorando o fato de serem os grandes campeões do Brasil.
Não vou ficar falando a favor ou contra uma torcida ou outra, porque isso é o futebol: dar canseira para o amigo quando time dele perder (mas sem por a mão, por favor, odeio isso), comemorar abraçado com um estranho num bar quando o seu time marca um gol (sem preconceito), chorar como uma criança a derrota e a desclassificação do time dentro do ônibus vindo embora da faculdade (nossa, isso é tão familiar). São “coisas” do futebol, do torcedor, isso é natural, isso é sadio.
O Corinthians perdeu, mas o mundo não acabou. Agora é começar tudo de novo, tentar ir bem no Brasileirão e conseguir uma vaga para Libertadores. Então, preparem seus corações novamente pessoal, a luta recomeçou.