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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A parcialidade é uma “caixa de pandora”

A imparcialidade, que tanto é pregada nos cursos de Comunicação Social, tem sua razão para existir: nos proteger. Quando deixamos de sermos imparciais, tudo que dizemos pode se voltar contra nós mesmos se estivermos equivocados. Perdemos a proteção da mídia que estamos representando. Ser imparcial é uma autodefesa do jornalista, um sistema de proteção. É jogar toda a responsabilidade de um fato, no próprio fato em questão.

Quando deixamos de ser imparciais, nos locais que nos permitam fazer isso, que hoje são muitos, nós assumimos a responsabilidade e mostramos nossas caras. Emitindo nossa opinião abertamente, nos sujeitamos a receber opiniões de volta, em forma de críticas.

A parcialidade é como se fosse uma “caixa de pandora”. Temos ela em nossas mãos, se vamos abrir ou não, somos nós quem decidimos. Fechada, nossa vida pode seguir normalmente, nos caminhos das pautas simples, matérias bem feitas e sem emoção, reportagens bem cobertas, porém, sem nenhum sentimento; praticamente um jornalismo verdadeiro, que não toca, não mexe, não balança, não chega até o coração de quem recebe a informação. 

Mas, se um dia abrirmos essa caixa, é algo que não se pode voltar atrás. A consequência não se pode saber. Isso vai ser bom ou ruim? Não se sabe. Todos os nossos atos podem se voltar para nós; como fracasso ou sucesso. A caixa está em suas mãos, caros colegas. Alguém vai arriscar?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A VERDADEIRA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Quando assisto a um filme brasileiro, já no começo, coloco na minha cabeça que será muito ruim. Mas isso não é ser egoísta ou antinacionalista, muito pelo contrario, gosto de ser surpreendido. Adoro quando algo ou alguém mês faz “calar a boca”, isso me faz ver o quanto pessoas se esforçam para fazer algo de bom, que mexa com a cabeça das pessoas e as emocionem.

O filme Uma Onda no Ar foi uma desses que conseguiram me surpreender. Uma ótima história, bom texto e uma produção, apesar de barata, muito bem feita. Um filme que nos mostrou uma realidade interessante; a falsa liberdade de imprensa que temos em nosso país.

Essa produção fez eu me lembrar de como é complicado conseguir uma concessão para rádio ou teve. A burocracia envolvida dificulta ou até mesmo impede alguém de conseguir montar uma rádio ou televisão no nosso país. Apesar de que, imagino não ser fácil conseguir essas coisas em país algum. Telecomunicação é algo de importância estratégia para a maioria das nações.

Mesmo que consigamos adquirir ou trabalhar em um meio de comunicação ainda sim estaremos limitados a seguir linhas editoriais impostas pelos donos das mídias ou por questões que envolvam a sobrevivência do meio.

Talvez, a maior liberdade não esteja em uma livre expressão em grandes mídias ou manifestações em público, mas sim dentro de nós mesmos. Quando deixamos de lado a hipocrisia, nesse momento estamos livres.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ANTIGOS GUERREIROS

Quando a Europa começou a dominar o mundo e conquistá-lo, esse mundo em conquista já tinha dono. Povos nativos que habitavam os locais colonizados, normalmente, eram transformados em escravo ou mortos em massacres terriveis. Muitas vezes esses povos era amigaveis, mas suas terras guardavam muitas riquezas que era o principal interesse dos conquistadores do velho mundo.

Mas não é de história que eu quero falar aqui. Quero falar de como esses povos são visto hoje. Muitas das culturas antigas, hoje, seve de inspiração. Nos Estados Unidos, muitos batalhões de treinamento das Forças Armadas Norte Americanas, usam exemplos das culturas nativas para treinar seus soldados. Exemplos para inspirar, ensinar e também homenagens, nomes de helicópteros como Commanche e Aphache são tribos de guerreiros nativos Americanos. E até usaram a lingua desses povos como código, isso foi retratado no filme Códigos de Guerra, onde informações secretas eram envidas em idioma Navajo (tribo de nativos), e índios dessas tribos eram os únicos que podiam decifrar o código (filme muito bom alias, com Nicolas Cage).


Na Nova Zelândia - onde se encontra meu querido amigo Zóio - do outro lado do mundo, é onde eu queria chegar realmente. O povo nativo da Nova Zelândia, que são conhecidos como Maoris, tinha rituais tribais muito interessantes. Suas danças, chamadas de Haka, são mundialmente conhecidas através de um esporte, ainda pouco difundido aqui no Brasil; o Rugbi. Um apaixonado por esporte como eu não podai deixar escapar uma coisa dessas. O Haka era normalmente feito antes de uma batalha, ele servia para intimidar o inimigo e insentivar os guerreiros, dizem que o Haka tem o poder de invocar os espiritos antigos para lutar ao lado do guerreiro que o invoca. No Rugbi, ele ficou muito conhecido através da seleção da Nova Zelândia, chamados de All-Blacks por causa do uniforme todo preto, e se tornou uma tradição dos jogos que eles participam. Isso é uma tradição nativa, de guerreiros antigos, que hoje insentiva um dos times mais vitoriósos deste esporte, será que é por acaso?Hehe...O que eu sei é; que é muito bonito, chega até a arrepiar.



Aqui vai um trecho que tirei do Wikipédia, sei que não é um site potencialmente confiável, mas está bem legal:

O Haka são todas as danças típicas do povo Maori em que os homens se colocam à frente das mulheres. Estas fazem o apoio das vozes nas costas dos homens. É uma dança que demonstra a paixão, o vigor masculino e a identificação com a raça. É usada tanto para dar boas vindas a visitantes quanto para intimidação de tribos inimigas.


Segundo o povo Maori, Tama-nui-to-ra, o deus do sol, tinha duas mulheres, sendo uma delas Hine-raumati, a virgem do verão, da qual nasceu Tane-rore, creditado pela origem da dança. Tane-rore representa o vento nos dias quentes de verão, na dança coreografado com o tremor de mãos.

Antés da dança, o chefe que conduz a dança grita aos companheiros um refrão de incitamento, coisa que no caso dos All Blacks é feita pelo jogador de sangue maori mais velho, nāo sendo este necessariamente capitāo da equipe. As palavras são utilizadas nāo só para incitar quem está realizando a dança, mas também para recordar-se o comportamento correto durante a mesma. Muitas vezes o tom utilizado para gritar o refrāo é o mesmo utilizado no curso de toda a exibiçāo, ou seja, quanto mais agressivo, feroz e brutal, mais vai incentivar o grupo - e intimidar o adversário.


Performance

A "Ka Mate", que é um dos tipos de Haka, começa com uma série de cinco instruções preparatórias, gritadas pelo líder:

Líder:
Ringa pakia! [Coloquem as mãos contra as coxas!]
Uma tiraha! [Estufem o peito!]
Turi whatia! [Dobrem os joelhos!]
Hope whai ake! [Façam o mesmo com o quadril!]
Waewae takahia kia kino! [Batam os pés o mais forte que puderem!]

Líder:
Ka mate, ka mate [É a morte, é a morte!]

Time:
Ka ora [É a vida! (ou "Eu vivo!")]

Líder:
Ka mate, ka mate [É a morte, é a morte!]

Time:
Ka ora [É a vida!]

Todos:
Tēnei te tangata pūhuruhuru [Este é o homem peludo...]
Nāna i tiki mai whakawhiti te rā [...Que fez com que o sol brilhasse novamente para mim]
Upane...Upane [Suba a escada, suba a escada]
Upane Kaupane [Suba até o topo]
Whiti te rā! [O sol brilha!]

Agora, na prática, para todos verem se é de arrepiar ou não.



É isso ai pessoal. Espero que tenham gostado.
Um grande abraço a todos