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domingo, 6 de abril de 2014

Por acaso

Não por acaso, em um domingo qualquer, estava sozinho em casa. Na verdade na república, em Poços de Caldas. Quando, por acaso, recebo um pedido de amizade, pela internet. Não costumo aceitar pedidos de quem não conheço, mas esse, por acaso, resolvi aceitar.

Efeito borboleta, esse é o nome dado ao acaso que muda todo o curso de uma história. E foi exatamente isso que aconteceu.

Há muito tempo sozinho, já havia traçado toda minha trajetória, pessoal e profissional. Sozinho. Jamais pensei nessa época, que alguém se interessaria em ficar comigo e eu já não me interessava em colocar alguém na minha vida àquela altura do campeonato, por vários motivos e experiências.

Mas por acaso, me permitir a uma última tentativa. E realmente foi a última e espero que assim fique.
Depois de muito bate papo, um dia, por acaso iria para a bela cidade de Poços de Caldas, rever amigos. Por acaso, o elemento que começou toda essa reviravolta na minha vida, estava de férias, últimos dias de férias, e resolveu ir à Poços de Caldas. Eis que a mão do acaso pousa sobre nossos ombros.

A história em Poços de Caldas deu certo. Isso foi há algum tempo.

Hoje, completamos um ano de união, um ano apertos, um ano de companheirismo, um ano de luta, um ano de alegrias, um ano de um amor eterno. Amor que nos parece ter vindo de outras vidas, outro lugar, outra dimensão, pois não conseguimos mensurar isso até hoje e em acordo mútuo deixamos de tentar. Porque realmente não há como mensurar o que é imensurável. Sabemos que não é infinito, como disse o poetinha, então se não há como ser infinito, pois que seja eterno.

E o acaso. Muitos chamariam de destino, sina, fatalidade, Deus. Eu chamo apenas de acaso. A vida segue seu caminho e esse caminho tem várias estradas, várias rotas, várias direções, que tomamos sem saber. Sigo vivendo. Se pudesse voltar e fazer diferente, não faria. Seguiria o mesmo caminho.

E o acaso? Continuo deixando ele tomar conta da minha vida.

Parabéns pelo nosso aniversário de casamento, meu amor.

P.S.: Não se anime achando que vou escrever em todos os nossos aniversários de casamento. Vai ser só até o 50º. Depois disso vou estar velho demais para essas coisas.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Ciclo de gratidões

2013 foi marcante na minha breve, emocionante e turbulenta história. E espero muito que de todos seja assim, afinal, não teria graça se não fosse. Sempre falamos em ciclos, um se fecha outro se abre, não se sabe quanto tempo vai durar só se sabe que um dia acaba, ele se fecha e nós partimos para outra aventura.

O que nos resta é lembrar, aprender com os erros, e com os acertos também, afinal, tem que haver alguma glória em algum momento, comemorar esses acertos e agradecer, pois se existe alguma coisa que o ser humano anda pecando demais ultimamente é a em relação a gratidão. Muito se pede, pouco se faz para conseguir e quando consegue ninguém lembra de agradecer os verdadeiros responsáveis pelo nosso sucesso.

Então, vamos aprender a agradecer as pessoas que fizeram parte dos nossos sucessos. Isso não significa que precisamos expor todas essas pessoas, deixar recados em redes sociais ou fazer uma lista e colocar no facebook, não é isso que quero dizer. O simples fato de lembrarmo-nos dos nossos sucessos e associar as pessoas responsáveis a eles, já é uma forma, em nossos pensamentos mesmo. Vamos trabalhar melhor essa coisa de GRATIDÃO, fica a dica.

O meu ciclo que se fecha é a minha breve passagem pelas cidades de Caldas, Bandeira do Sul e Cabo Verde. Uma passagem meteórica, porém, muito valiosa para mim. Quero agradecer a todos que estiveram comigo nessa pequena trajetória, quem me ensinou, me ajudou, me ignorou e me fez esperar horas sentado em uma sala de espera quente para ser atendido, fiz muito exercício de paciência nesse período e isso me ajuda muito hoje em dia. Santo treinamento e tratamento.

Foi um período rico em experiências. Principalmente pelo fato de ter sido o período em que me senti muito jornalista, de verdade, estilo aqueles jornalistas dos anos 60, que vão atrás da notícia, só com um bloquinho de anotações e muita força de vontade. Essa foi a minha grande aventura e provação. Saio dos jornais destas três cidades trazendo para casa muita coisa boa.

Deixo aqui minha eterna gratidão ao Rafael, dono dos jornais e ao sócio Hugo, que me receberam muito bem, me deram a oportunidade de encarar essa grande aventura, nunca me deixaram na mão e sempre foram pacientes comigo, um jovem jornalista (jovem apenas no jornalismo, afinal de contas, já estou bem velhinho para ser chamado de jovem), que ainda tinha e tem muito que aprender. Muito obrigado Rafa e Hugo. E boa sorte Aninha, minha ainda mais jovem substituta, que acredito muito que irá me superar de longe.

Meu novo ciclo começa no começo deste ano de 2014. Muitas mudanças, de vida, de trabalho, de casa. Mas isso é assunto para outras postagens.

Como todo ano, prometo aos meus leitores inexistentes que procurarei ter inspiração para postar mais e mais vezes. Mas como sempre, ficarei imensamente feliz se simplesmente não deixar de postar por tanto tempo como ficou abandonado esse humilde blog.

FELIZ 2014 a todos!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Na trilha dos trilhos

Acordar em um domingo logo às seis horas da manhã deixa de ser loucura, para mim, apenas quando o motivo é Fórmula 1. Mas neste domingo em questão, a corrida seria de tarde e o motivo não foi uma corrida e sim uma caminhada.

Distância: dezoito quilômetros – ou mais.

Trajeto: Poços de Caldas para Águas da Prata, serra abaixo.

Sobre trilhos de trem.

O motivo, simples, a aventura.

Conhecer lugares novos já é um bom motivo para sair da cama em um domingão. Afinal de contas, o espirito aventureiro está em todos nós, vale a pena deixa-lo aflorar de vez em quando.

Quando começamos o trajeto, o objetivo do meu companheiro de caminhada, Marcio Pinto, era simples, uma foto de trabalho bacana. Mas a coisa não é tão simples assim. Como ele mesmo disse: muitas vezes saímos, vamos para um lugar muito bacana, fazer a foto de trabalho perfeita, mas não conseguimos uma foto boa.

Sorte que o lugar ajudou bastante.

Nessa aventura, não foi bem assim. O clique perfeito pode não ter saído, como sai para os mais experientes. Para mim, muitas fotos legais, que deixa esse texto mais interessante, para sorte de você, leitor.

Cruzamos uma boa parte onde havia apenas mato, até chegar ao início dos trilhos, usados por empresas de minério para escoar a bauxita extraída na região. Os trens que saem de Poços de Caldas chegam até o porto de Santos, onde o produto é exportado para ser processado e transformado em alumínio.

O caminho sobre trilhos é muito bacana, mas dói muito. De verdade. Os dormentes dos trilhos, aquela madeira que atravessa de um trilho no outro, não têm a mesma distância nem o mesmo formato, além de ter muitas pedras pelo caminho, isso castiga muito os pés. Mas como diz um velho ditado norte-americano “no pain, no gain”, quer dizer ao pé da letra “sem dor, sem ganho”. Ou melhor, sem dor não há vitória. Vitória que conquistamos com muitas imagens legais que você curtiu aqui.

Passamos por muitos lugares interessantes. Antes de uma pequena ponte, que cruza um córrego, encontramos uma casa, na beira dos trilhos. O que redeu uma foto muito bacana e nos deixou imaginando como deve ser morar ao lado de uma estrada de ferro.

E por falar em ponte. Passamos por muitas pontes, o que marcou muito nossa viagem. Duas delas eram muito altas. A menor das duas, arriscamos uma decida pela lateral dela. O acesso não estava tão difícil, então descemos para fazer algumas fotos. Ficou bem legal.

A outra ponte, a mais alta delas, é visualmente maravilhosa. Os pilares de sustentação lembram construções antigas que sustentam aproximadamente cem metros de trilhos elevados a pelo menos 50 metros de altura. Na hora de atravessar, muita adrenalina, afinal, diferente das outras pontes e de boa parte do caminho, os dormentes ficavam a uma distância maior uns dos outros. Qualquer deslize, poderia ser uma queda e tanto. Então, muito cuidado na hora de atravessar essa ponte. Mas confesso que foi um dos momentos mais emocionantes.

Outro momento extremamente emocionante foi quando nos deparamos com um túnel. Ali, de fora daquele buraco escavado na montanha, o medo e a adrenalina tomou todo o corpo, mas a vontade de chegar ao outro lado e ao final da caminhada era mais forte do que o medo. Outra coisa, depois de ter chegado até ali, aproximadamente 10 km de caminhada, sem chance de voltar para trás.

Mas o medo foi atoa, coisa do desconhecido. O túnel tem uma curva e apenas 50 metros. Assim que entramos na garganta da besta, alguns passos e já podíamos enxergar a luz refletida nos trilhos à diante, logo na curva. Ver o fim do túnel foi um alívio, além de ser um ponto ótimo para fotografar.

Depois de quase dezoito quilômetros andando sobre a estrada de ferro, hora de voltar para a casa. Paisagens maravilhosas, lugares fantásticos e ótimas fotos para o deleite do leitor.

[para conferir mais fotos dessa aventura clique neste link: http://loucosporfotografias.blogspot.com.br/2013/06/na-trilha-dos-trilhos.html]

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Carta aos corações solitários

Foram vinte e sete anos de amor guardado. 

Só depois de vinte e sete anos fui saber como era comemorar uma data como essa.

Muitos acreditam que quando se guarda algo por muito tempo, se torna algo valioso, mais gostoso. É assim com o vinho, whisky.

Apesar de todo esse tempo sem namorar, sem saber o que era o amor verdadeiro e correspondido, nunca fui do tipo de pessoa amargurada e chata, que achava que o dia dos namorados era apenas uma data comercial, pra encher shoppings e lojas. E nem que o amor não passava de um sentimento inventado no século dezessete para rechear poemas e histórias.

Sempre vi os casais amigos com certo carinho. Ajudei muitos a prepararem seus dias dos namorados e aconselhei muitos em momentos difíceis. Sei que não tinha propriedade prática para isso, mas sempre fui esperto e observador. A gente não precisa viver algo pra saber sobre aquilo. A gente não precisa pular da ponte pra saber que mata, a gente sabe.

Mas mesmo assim, depois de tanto tempo, comecei acreditar que algumas pessoas estavam fadadas a viverem sozinhas. Isso não quer dizer abandonado. Não é porque estamos sós que o mundo se torna uma verdadeira merda. Não, me acostumei com o fato e comecei a viver muito bem assim.

Até que um dia recebi um convite de amizade no antigo MSN. Não costumava aceitar convites de quem eu não conhecia. Mas naquele momento, não sei porquê, aceitei. E da mesma maneira que não gostava de ficar muito tempo conversando com pessoas pela internet, com ela eu gostava, ficávamos horas e horas batendo papo pela rede.

Para mim, conversar pela internet era apenas por necessidade e conversava com outras pessoas apenas o que realmente precisava.

Conversas longas que depois se transformaram em ligações longas, lógico, com a ajuda de um bom plano de telefonia.

O Skype também ajudou muito a encurtar a distância. Mas ainda sim, foi sofrido. Como se todo o resto da vida não havia sido.

Quando decidimos nos casar, houve quem achasse cedo demais. Acho que esperar 28 anos, não é pouco. Foi até tarde. Não sei como os outros casais são. Mas nós, sabíamos, tínhamos certeza. Estar um com o outro é a melhor coisa do mundo.

Mais do que marido e mulher. Somos amigos, confidentes, parceiros, colegas, amantes, namorados, paqueras, bobos, tontos. Nós somos um.

Não tinha como não dar certo.

Já são dois meses casado com essa figura. E não tem como ficar um dia sem dizer e ouvir EU TE AMO.

(Momento declaração: Cris, te amo demais...!!!)

Por esta e muitas outras histórias, caros amigos, corações solitários, não desanimem. O amor sempre chega. Eu só vou dar um conselho. Comecem a se valorizar. O nosso primeiro amor verdadeiro, deve ser por nós mesmo. Só depois de aprendermos a nos amar e aceitar como as coisas são e acontecem, é que as coisas começam a acontecer para a gente e permitimos que nos amem.

Um feliz dia dos namorados a todos!

(Feliz dia dos namorados MARIDA. Te amo!)

PS: viu como é bom namorar/casar com um jornalista. Nós sabemos escrever. hehehe

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Torcedores - por Anderson Ferreira

Quarta-feira, 4 de julho. Ele acende a vela e apaga com um sopro o palito de fósforo que queimava como a esperança dentro de seu coração. Envolto com a bandeira do seu time, superstição em dias de jogos especiais, ora a São Jorge de uma forma como nunca fizera.


Pede proteção, pede gols, pede que seja vencedor do campeonato que parece não ter sido feito ao seu time. Assiste ao jogo em casa, na sala apertada, perto da TV de LCD que ainda deve oito prestações. Quase infarta no primeiro gol. Não pode gritar porque a mulher dorme no outro sofá e sempre fica brava ao ser acordada. Chora no segundo gol daquele moço careca, que parece ter nascido pra vestir a camisa que mais ama.


Quando termina o jogo, levanta-se, toma um pouco de água, abre a janela da sala e fica a ouvir os fogos que durariam a noite toda. Sente no rosto o vento daquele dia de inverno que jamais sairá de sua lembrança e que, muitas vezes, achou que nunca fosse chegar. A quatro casas dali, um outro sujeito apagava uma vela, bravo com seu santo de devoção por não ter atendido o pedido de infelicidade alheia. Deitado em sua cama, aqueles rojões pareciam punhaladas em seu coração. Tal como o vizinho, não dormiu naquela noite.


Quarta-feira, 11 de julho. Muitas velas queimam no altar improvisado de um dos quartos da casa. Flâmulas do time alviverde se misturam às imagens dos inúmeros santos. Agoniado, com o peito apertado, ele toma o remédio da pressão e afaga o gato que roça sua perna. O gesto é mecânico, pois ele só pensa no jogo que acabava de começar.


Grita palavrões aos montes em italiano. A mulher e a filha, já acostumadas ao seu jeito nessas ocasiões, ora se divertem, ora se preocupam. Gol do adversário. O cigarro, vício vencido há cinco anos, volta a fazer parte de sua vida. Um, dois e outros tantos. No cinzeiro, a prova de tamanho nervosismo. Gol de empate. O berro, que há muito não soltava, estava próximo, cada vez mais perto, quase dava para apalpá-lo. Ainda restava tempo para falar mal do árbitro, bandeirinha, narrador e vizinho.


Fim de jogo. Ele mexe no bigode e não desgruda o olho da televisão. Quer ver a taça, ver a festa na casa do adversário. Acende os rojões com o próprio cigarro e grita forte na varanda da casa. Muitos daqueles fogos ainda eram da semana anterior, quando os comprara acreditando na derrota do grande inimigo que não aconteceu. Estava aliviado e feliz. A quatro casas dali, o sujeito que festejara uma semana antes colocava o cobertor sobre a mulher. Caminhava pela casa procurando o relógio de pulso que não sabia onde havia colocado. Ao encontrá-lo, programou-o para despertar às sete da manhã e se deitou. Tal como vizinho, não dormiu naquela noite.


Tão pertos e tão distantes. Tão iguais e tão diferentes. Um precisa do outro. Um faz com que o outro permaneça grande. Os gigantes continuarão a roubar o sono de muita gente.


Vai Corinthians. Dá-lhe Palmeiras.

domingo, 23 de outubro de 2011

Resposta à internacionalização da Amazônia

Essa merece ser lida, afinal não é todo dia que um brasileiro dá um esculacho educadíssimo nos americanos!

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

"Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

"Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço."

"Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

"Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

"Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

"Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

"Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.

"Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"



Parabéns Senador, isso pode não ter virado notícia no mundo inteiro, por motivos mais do que óbvios. Mas espero que todos que lerem isso passe para um amigo. 

domingo, 17 de abril de 2011

Missão cumprida

Não gosto muito da FIA, mas dessa vez tenho que dar o braço a torcer. Se o objetivo das mudanças deste ano era aumentar a quantidades de ultrapassagens nas corridas, pelo menos em circuitos com longas retas, isso funcionou. O Grande Prêmio da China com uma das maiores retas da temporada – aproximadamente 1200 metros – foi um show de ultrapassagens. Para quem gosta de grandes disputas, foi um buffet de encher o prato.

O grande problema, é que ainda existem alguns chatos que basta ter uma corrida com um pouco menos de emoção, porque isso tem mesmo, começam a ser atacados por uma crise nostálgica. Nostalgia à parte, realmente, os anos oitenta foram espetaculares em relação a pilotos. Senna, Prost, Mansell, Piquet, foram os grandes nomes da época, e até que não se lembra sabem quem são essas figuras.

Mas dizer que faltam bons pilotos, é ignorar os grandes talentos que temos hoje. Sebastian Vettel, apensar de ainda errar muito, já se mostra um grande piloto, afinal, é campeão mundial. Lewis Hamilton foi criado para ser um grande piloto, e não deixa a desejar, também campeão mundial. Kubica, mesmo estando fora da temporada se recuperando de um acidente de rali, já fez coisas incríveis, só não foi campeão ainda. O espanhol Fernando Alonso dispensa apresentações, na minha opinião o melhor piloto atualmente, duas vezes campeão mundial.

E ainda temos outros grandes nomes, pilotos muito habilidosos apenas aguardando suas chances, como Petrov, Rosberg e, o japonês bom de braço, Kamui Kobayashi. Além dos nossos velhos amigos Schumacher e Barrichello, que ainda estão entre os melhores da Fórmula 1, que protagonizaram uma das melhores disputas do ano passado, na Hungria.


Por isso, digo que para ter uma boa temporada basta abrir a mente e não ficar preso ao passado, afinal, o tempo passa, não podemos fazer nada em relação a isso. O que podemos fazer é curtir o que temos nas mãos, e não temos pouco. Essa temporada promete.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Agir, errar e aprender

Nossa, como sou desleixado, quanto mais tento ser pontual com meus leitores inexistentes, parece que mais os deixo na mão. Mas aos poucos vou tentando, e um dia, quem sabe, vou aprender a escrever. Pelo tempo que não escrevo aqui, nem imagino o que se passou e eu não coloquei aqui. Então vamos falar de coisas recentes.

Semana passada foi uma semana bem pesada. Fiquei um pouco “depre”, mas nada como um bom aprendizado para nos levar de volta ao topo. E é sobre isso que quero falar, aprendizado. Já fazia algum tempo que estava de baixo astral – apesar de não acreditar que os astros influenciem meu humor ou meu futuro – e nessa semana eu estava muito pra baixo mesmo. No final já estava recebendo qualquer coisa como uma agressão. Mas, há males que vem para o bem.

O bom de passar por essas situações é que passamos a ver as coisas de uma maneira diferente, por uma outra perspectiva. A melhor análise que fazemos, é a nossa própria análise – por isso chamam de auto-análise – e como não sou do tipo que fica gastando dinheiro por ai, mesmo porque não tenho para gastar, não fui a um psiquiatra, analista ou psicólogo. Se eu vou a um lugar desses, eu só saio de lá em uma camisa de força.

Entendi nessa auto-análise que eu estava errado em alguns julgamentos, em relação aos outros e em relação a mim mesmo, mas principalmente em relação a mim mesmo. O fato de estar sozinho talvez tenha me deixado um pouco depressivo, mas para começar a curar uma doença, primeiro você tem que descobrir. Foi o que fiz, percebi que estava mal, descobri o problema e consegui me curar.

Fácil assim? Nem tanto. Para conseguir ser um psicólogo de você mesmo, tem que ter alguma bagagem, saber quando está errado, saber como encontrar esses erros, prestar atenção em mínimos detalhes. Auto-conhecimento é uma das coisas mais importantes que uma pessoa deve adquirir. Aconselho a todos a fazerem algumas seções de análise, para conseguir conhecer um pouco de você mesmo.

Eu não precisei de análise, afinal, sou o reitor do universo [brincadeira interna] e consigo fazer isso sozinho. Entendi uma coisa muito importe nesse tempo, a vida segue uma lógica: a gente nasce, cresce e morre, do jeito como aprendemos na escola. Porém, outras coisas seguem essa mesma lógica. O aprendizado também tem um padrão a ser respeitado: a gente deve agir, para errar, e depois, aprender.
Ação, erro, aprendizado, essa é a lógica do conhecimento. Então para aqueles que acham que eu sei tudo, tentem imaginar o quanto eu errei na vida, o quando sofri, apanhei, me destruí, magoei e fui magoado, chorei e fiz chorar, o quanto eu tive que viver para hoje, saber o pouco que sei, e mesmo assim, sou criticado. Mas isso é que faz de mim o que eu sou. Este sou eu, essa é minha vida, esse é meu jeito... gostem ou não.