terça-feira, 12 de abril de 2011

Agir, errar e aprender

Nossa, como sou desleixado, quanto mais tento ser pontual com meus leitores inexistentes, parece que mais os deixo na mão. Mas aos poucos vou tentando, e um dia, quem sabe, vou aprender a escrever. Pelo tempo que não escrevo aqui, nem imagino o que se passou e eu não coloquei aqui. Então vamos falar de coisas recentes.

Semana passada foi uma semana bem pesada. Fiquei um pouco “depre”, mas nada como um bom aprendizado para nos levar de volta ao topo. E é sobre isso que quero falar, aprendizado. Já fazia algum tempo que estava de baixo astral – apesar de não acreditar que os astros influenciem meu humor ou meu futuro – e nessa semana eu estava muito pra baixo mesmo. No final já estava recebendo qualquer coisa como uma agressão. Mas, há males que vem para o bem.

O bom de passar por essas situações é que passamos a ver as coisas de uma maneira diferente, por uma outra perspectiva. A melhor análise que fazemos, é a nossa própria análise – por isso chamam de auto-análise – e como não sou do tipo que fica gastando dinheiro por ai, mesmo porque não tenho para gastar, não fui a um psiquiatra, analista ou psicólogo. Se eu vou a um lugar desses, eu só saio de lá em uma camisa de força.

Entendi nessa auto-análise que eu estava errado em alguns julgamentos, em relação aos outros e em relação a mim mesmo, mas principalmente em relação a mim mesmo. O fato de estar sozinho talvez tenha me deixado um pouco depressivo, mas para começar a curar uma doença, primeiro você tem que descobrir. Foi o que fiz, percebi que estava mal, descobri o problema e consegui me curar.

Fácil assim? Nem tanto. Para conseguir ser um psicólogo de você mesmo, tem que ter alguma bagagem, saber quando está errado, saber como encontrar esses erros, prestar atenção em mínimos detalhes. Auto-conhecimento é uma das coisas mais importantes que uma pessoa deve adquirir. Aconselho a todos a fazerem algumas seções de análise, para conseguir conhecer um pouco de você mesmo.

Eu não precisei de análise, afinal, sou o reitor do universo [brincadeira interna] e consigo fazer isso sozinho. Entendi uma coisa muito importe nesse tempo, a vida segue uma lógica: a gente nasce, cresce e morre, do jeito como aprendemos na escola. Porém, outras coisas seguem essa mesma lógica. O aprendizado também tem um padrão a ser respeitado: a gente deve agir, para errar, e depois, aprender.
Ação, erro, aprendizado, essa é a lógica do conhecimento. Então para aqueles que acham que eu sei tudo, tentem imaginar o quanto eu errei na vida, o quando sofri, apanhei, me destruí, magoei e fui magoado, chorei e fiz chorar, o quanto eu tive que viver para hoje, saber o pouco que sei, e mesmo assim, sou criticado. Mas isso é que faz de mim o que eu sou. Este sou eu, essa é minha vida, esse é meu jeito... gostem ou não.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Ora bolas

Nada é mais justo do que receber algo como mérito de uma conquista. Como muitos dizem por ai, o que é do homem, o bicho não come. Mas o que vemos na história da Taça das Bolinhas não é bem isso. O bicho pode não comer, mas o São Paulo leva embora.

Quando foi feito o acordo, que tornava o Flamengo Campeão de 87, o São Paulo foi o primeiro time do Clube dos 13 a assinar o reconhecimento do título. O grande problema desse acordo, para o clube tricolor, é que com isso, o Flamengo se torna, também, o primeiro clube brasileiro a ser Hexacampeão nacional, tirando assim, o direito que o São Paulo tem de receber a famosa Taça das Bolinhas.

O que gerou todo esse problema, foi a demora da CBF para reconhecer o título Rubro-negro de 87. Com essa demora, a Caixa Econômica Federal, que foi a idealizadora da Taça das Bolinhas, concedeu ao São Paulo o direito de ficar permanentemente com a taça, por ter sido, oficialmente até aquele momento, o primeiro clube brasileiro a ter conquistado seis Campeonatos Brasileiros.

Logo depois, veio o reconhecimento da CBF, o que tornou o Flamengo, o verdadeiro detentor da tal taça. O São Paulo, já não deveria ter aceitado a taça quando ganhou no início do ano, agora com a decisão oficial, tem mais um dever, que é devolve-la ao verdadeiro dono. Mas existe um grande problema. É preciso ter hombridade para assumir um compromisso e ser mais homem ainda para manter-lo de pé. 



Esse texto foi escrito para o jornal O Municipio, de São João da Boa Vista

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Jornalismo a peso de ouro

Hoje muitos dizem por ai que o jornalismo investigativo está desaparecendo e aos poucos pode sumir de vez. Talvez o que esteja ocasionando isso seja as tantas mudanças, tecnológicas ou intelectuais. O jornalismo hoje está muito dinâmico, tornando raras as matérias com produções mais profundas e demoradas. Mas tudo isso pode não ser tão grave assim.

O jornalismo investigativo só está mudando a cara, a quantidade e talvez os lugares onde se procurar. Algo que é raro de se ver acaba sendo mais valioso, assim como os matais raros, de que são feitos jóias caríssimas. As matérias resultadas do jornalismo investigativo serão peças ricas, onde apenas os bons entendedores encontraram. Valerá peso de ouro no mercado, assim como seus profissionais, que serão únicos, como ourives prestigiados ou habilidosos artesões da era medieval.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Quase um JN

Faz tempo que não escrevo, preciso me esforçar mais para não deixar meus leitores inexistentes na mão, não é verdade? Tudo bem então! Não vou fazer promessas, mas vou tentar ser mais presente por aqui.

Vou começar falando de acontecimentos mais recentes. Minha depois da minha primeira matéria produzida, ajudei com algumas outras, acho que os caras estão começando a confiar um pouco mais em mim. Quer dizer, acho que eles confiam, mas lá em Varginha alguém pode não gostar se eu ficar produzindo. Esses dias eles até pediram para o pessoal para que eu fizesse uma das pautas. Acho que foi bom.

Mas esses dias foi uma das melhores. Ajudei a fazer uma pauta sobre o Renato Rezende, Campeão Mundial de Bicicross, que iria participar da Copa América da modalidade. Achei muito legal, principalmente pelo fato do Renatinho ser daqui. Fiz uma matéria bem comportamento, mostrando ele com os irmãos, que também andam de bike, no convívio familiar mesmo. Ficou bem legal, e o Thalles fez um trabalho muito bom também.

O melhor de tudo veio alguns dias depois. A gente já sabia que poderia ter um interesse da rede no material, mas mesmo assim, fiquei muito feliz. Na terça-feira, antes do desafio que iria ser transmitido pelo Esporte Espetacular, recebemos um recado falando que o Abel Neto pediu que a gente completasse o VT com algumas entrevistas, que realmente ficaram faltando por outros motivos, e que ele iria fazer um VT para o Jornal Nacional. Fiquei muito feliz, quase dei um mortal duplo twist carpado de costas na hora que eu li o recado.

Porém, como a vida é uma caixinha de surpresas, e nem sempre tudo sai de acordo com o que desejamos, essa matéria iria entrar no Jornal Nacional de sábado, mas o Senhor Mubarak resolveu renunciar justo na sexta-feira. O desgraçado ficou no poder trinta anos, não dava pra esperar mais uma semana pra sair. Ele caiu e me derrubou junto. É pra acabar mesmo. Mas tudo bem, ainda vou ter muito tempo de Rede Globo para colocar alguma coisa no JN de novo.

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Beijos e abraços, meus inexistentes amigos.

Ôooo Nelson...

Existem coisas muito boas de morar em uma cidade maior e desenvolvida: varias salas de cinema em um mesmo cinema; horários diversos para assistir aos filmes; e um teatro que funciona.

Uma das apresentações que o projeto “Viva Urca”, ainda não estou muito por dentro do projeto para falar com mais firmeza do que se trata, mas eu sei que vão ter várias apresentações durante algum tempo por aqui. Uma dessas apresentações foi do ator global Pedro Bismak, com o espetáculo “Bobera pega”. Sugerimos uma entrevista no estúdio e o pessoal topou fácil.

Quando estava preparando a nota para mandar para minha chefinha querida, fui perguntar algo sobre o Nerso e soltei um ”Nelson”. Pra que eu fui fazer isso, é o nosso chefe lá em Varginha achou engraçado, e como se não bastasse disse para falar isso na entrevista. O que não imaginava era que o Wanderson iria levar a sério.

No dia da entrevista, fui ajudar o Marquinhos a microfonar o Pedro, naquele momento, foi interessante, sabe quando temos um breve momento de nostalgia; me lembrei de quando era mais novo e assistia a Escolinha do Professor Raimundo, morria de rir com personagens, e com o Nerso não era diferente, o caipira era muito engraçado. Mas isso não vem ao caso. O caso é que os caras não iriam deixar passar né, e me apresentaram como o estagiário que errou o nome dele, contaram a história, e aquele caipira que eu ria tanto, estava rindo de mim, e ainda por cima me chamando pelo apelido. É brincadeira.

A entrevista entrou no ar, ao vivo, e o Wanderson me manda, “o nosso estagiário quer saber se é Nerso ou Nelson”... foi muito legal, novamente o caipira rindo de mim. Foi muito legal.

Começo a me dar conta da grandeza do lugar onde estou, não pela estrutura, que é espetacular, nem pelo fato de ser um braço da Rede Globo, isso é incrível sim, mas pelas pessoas que nos cercam lá dentro. São pessoas que ralaram muito para chegar onde chegaram, pessoas ótimas, pessoas que se preocupam umas com as outra, que se ajudam, e de alguma maneira tentam ajudar o próximo. Mas isso fica pra outro episódio desse blog inútil.

Fica ai a entrevista com o "Nelson" da Capitinga:

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Bejos e abraços, meus leitores inexistentes.

Adeus “Silente Hill”...

A fase de Silent Hill da cidade de Poços acabou. O sol voltou a reinar, assim, descobri que em Poços também faz calor, mas até o calor de Poços é mais gostoso. Não é algo impossível de conviver como em Mococa. Na minha cidade quando faz calor da vontade de morrer. Mas tem lugar pior. Ribeirão e Cuiabá parecem o verdadeiro inferno na Terra, só que sem toda a diversão. Só deixando claro que cada coisa ao seu momento, para mim são poucos, mas calor tem hora para ser bom.

Descobri que meu trabalho é bem mais difícil imaginava. Pautas não caem do céu, o que cai é muita chuva e fora da minha área de cobertura. Não que eu seja um cara mórbido, longe de mim querer alguma desgraça para alguém, é até melhor assim, mas os estagiários de Varginha estão dando um baile em mim, e na escuta os nomes deles bombam. Começo novamente a duvidar de minhas capacidades. Será que mereço mesmo estar onde estou? Será que sou bom o suficiente para trabalhar onde trabalho? Não sei, mas continuarei lutando, até o fim.

O bom, é que mesmo sem muito assunto, conseguimos, dia a dia, matar nossos leões e elaborar pautas muito boas. Aliás, consegui até produzir minha primeira matéria. Era uma pauta bobinha, mas bem legal. Vou deixar aqui o link dela para meus leitores inexistentes verem como ficou.

Poços até parece ser uma cidade para reencontros. Esses dias, eu resolvi comer um McDonald, apesar de não gostar. De sábado fico de plantão sozinho na redação, então, para não deixar a redação muito tempo sem ninguém, vou ao “Mac”, compro um lanche rapidinho e volto. Nesse dia, há algumas semanas atrás, encontrei um amigo que não via há algum tempo. Depois que o Alan se mudou para Muzambinho, em 2006 ou 2007, não me lembro muito bem, a gente perdeu totalmente o contato. Foi bem legal rever ele.

Como se não bastasse de reencontro, voltando do trabalho, passei em frente ao Estalagem Café, como faço todo dia, e quem encontro lá? Quem? Quem? Quem? Ele, Pica-pau. Ele foi nosso professor de física no cursinho. O cara é o maior figura que existe, muito gente boa mesmo. Ficamos um bom tempo conversando. A última vez que vi ele, tinha sido na festa de despedida do Téo Guerra, na chácara da Olguinha. Reencontros são sempre bons, ainda mais quando gostamos das pessoas que reencontramos.

E com tantos reencontros, também tem despedidas no meio dessa história. Nossa querida Carol Dulley nos deixará. Mas se for bom para ela, também é bom para nós. A festa de despedida dela foi a primeira com o pessoal da tv. Foi bem lega, principalmente por perceber que um bom profissional na nossa área, de jornalismo, não se faz apenas dentro da redação, mas sim em todos os cantos. Contatos, amizades, influências, não se criam dentro de quatro paredes e divisórias, mas na rua, no contato com as pessoas.

Aos leitores inexistentes, beijos e abraços para quem os mereça.

PS: esse poste era para ter sido colocado aqui há um pouco mais de tempo.rsrs

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Vida longa aos Reis

Minha primeira postagem do ano pode ser uma das minhas melhores. Não para vocês, mas para mim. Essa foi a primeira semana do resto da minha vida. Estar dentro de uma redação de verdade me fez sentir que é isso que quero fazer até o fim dos meus dias. O agito, a correria, o fazer acontecer, tudo isso é incrível.

Mas para não dizer que não foi engraçado, passamos grandes apuros, eu e o Luiz, meu colega de “apertamento”. No primeiro dia de trabalho tive que ir fazer o tal de exame “adimicional”, não tinha idéia de onde ficava o hospital e o mundo parecia que ia acabar aqui em Poços. Era chuva que não acabava nunca mais. Correr dentro de uma cidade que você não conhece com uma chuva daquelas, não foi fácil. Mas tudo deu certo no final das contas, bem molhado, mas certo.

Chegamos no domingo com nossa mudança, que não era lá tantas coisa. Levei até coisa demais, teve uma hora que olhei para os meus calçados e falei para o Luiz: “nossa, parece uma bixona, hahaha”, de tanta coisa que eu levei. Depois de tudo arrumado, teve umas duas caixas que eu enchi com coisas que vão voltar para a casa, e ainda percebi varias coisas que ficaram em casa e deveriam ter vindo.

E depois de tudo no lugar não poderia faltar nosso brinde: “Vida longa ao rei. Vida longa ao reino.”, bobeira, mas virou nosso brinde oficial, ficou até engraçado, mas nesse momento o Cássio ainda não havia chegado, isso só aconteceria na terça-feira.

Do momento que chegamos, só conseguimos ver o céu no final da terça. Era até bonito, o tempo todo tinha uma nuvem sobre as montanhas que nos rodeia. Teve um momento que falei para o Luiz que parecia que tínhamos entrado em “Silent Hill”.

Com a chegada do Cássio, completamos nosso trio, e o brinde também ficou completo: “Vida longa aos Reis, vida longa ao reino, vida longa ao nosso reinado.” Com ele também veio outras coisas muito importantes, como por exemplo: um PlayStation 2, isso não poderia faltar à nossa república, que até o momento se chama: Os 3 Reis, mas precisamos trabalhar melhor o nome, aceitamos sugestões, é só comentarem no final da postagem.

No trabalho também foi bem empolgante. Não sei se é normal, mas no meu segundo dia produzi, ou pelo menos ajudei a produzir, uma VT. Fui eu quem levantou a pauta e apurei quase tudo. O resultado foi que a matéria virou rede (isso quer dizer que saiu em rede nacional). Ela foi exibida no Bom Dia Brasil e no Jornal Hoje. Fiquei muito feliz, mesmo sem ter percebido direito. Foram os caras lá do trabalho que chamaram atenção para isso, disseram que fui muito bem e no meu segundo dia coloquei uma matéria em rede.

Só que nem tudo é perfeito. Fui ver um esquema de “freela”, que a Naty, minha amiga que sou apaixonado, arrumou para a gente, coisa interessante, mas secreto, não posso contar aqui. Depois que saímos da reunião, descobrimos que o carro do Matheus foi aberto e a bolsa da Naty foi roubada. Ela ficou muito triste e eu me senti um idiota impotente por não poder fazer nada. Nem mesmo um abraço reconfortante eu podia dar, já que ela não gosta de mim. Passamos a noite fazendo um B.O.

Eu, Luiz e Cássio, Os Reis, saímos no sábado, e descobrimos da pior maneira que é muito caro sair aqui em Poços. Decidimos que vamos sair só uma vez por mês. Mas conhecemos pessoas interessantes nessa saída cara. Vamos ver se rola alguma coisa.

Até breve pessoal. Beijos e abraços