O Brasil já saiu do berço da ditadura há algum tempo, mas até agora parece que o brasileiro nem aprendeu a engatinhar. Ver um candidato como Tiririca sendo o Deputado Federal mais votado faz a gente duvidar que a democracia seja a melhor opção.
Pensando por outro lado, a eleição devolve ao brasileiro o que acaba por merecer. Feito de bobo e palhaço o ano todo, o povo do nosso país elege o candidato perfeito. Se os Deputados Federais são os representantes do povo, porque não um palhaço para mostrar a verdadeira face desse povo humilde, sofrido e trouxa.
Em nosso país ainda tem muito a ser feito. Mas a principal mudança deve se começar do princípio de tudo, nós mesmos. Uma mudança de consciência talvez seja a próxima evolução do ser humano. Talvez ela já esteja acontecendo, mas para a maioria do povo brasileiro, ela nem começou.
Esse final de semana foi um tanto especial. Como todo final de semana de Fórmula 1, não sai com os amigos para tomar alguma coisa. Fiquei em casa mesmo, e curti meu momento “nerd”, assisti quase que uma temporada completa de Smallville. Sem contar que meu primo Junior, de São Paulo, aparece por ai para gente conversar. Fazia muito tempo que ele não vinha em casa, sei lá, uns dez anos. Foi bem legal. Quero ver se vou para São Paulo passar uns dias na casa dele. Ontem não tivemos muito tempo para conversar.
Mas é chegada a hora. A manhã estava com aquele ar gelado como é habitual do período mesmo. Me levantei, peguei meu edredom e fui para a sala. O colchão que a gente costuma deixar na sala para assistir TV de maneira mais confortável já estava aposto me aguardando. A manhã parecia especial. Sentia algo bom no ar. Não era uma corrida convencional. Havia algo de especial nela. Um piloto estava mais feliz e motivado que qualquer outro. Rubens Barrichello entraria mais uma vez para a história. Ele é o único piloto do mundo a completar a marca de 300 Grandes Prêmios de Fórmula 1.
O momento não era especial apenas para ele. Mas também para todos aqueles que sempre torceram por ele. Lógico que esse número de pessoas é bem reduzido aqui no Brasil, visto que no seu país natal é apenas motivo de chacotas e brincadeira, mas não levo a sério palavras de pessoas que não entendem o que estão falando. A ignorância é o maior mal desse país. Rubens é o maior orgulho para o mundo dos esportes, para o automobilismo e, principalmente, para a Fórmula 1.
E para comemorar esse dia, pintura e macacão especiais, festa, e o reconhecimento por parte dos pilotos, que elegeram nosso Rubinho para a presidência da GPDA (Grand Prix Drivers Association), que é uma espécie de sindicato dos pilotos de Grandes Prêmios. Barrichello é considerado por todos o “boa praça” dos paddocks, um cara que, além de ser um piloto fenomenal, como pessoa é ainda melhor. Querido por colegas, jornalistas e profissionais do automobilismo. Na Europa é muito querido, bem diferente do que aqui no Brasil.
Mas a coisa acabou não acontecendo como imaginávamos. Logo na largada choveu, e na curva que trazia para o trecho final da pista, Rubens estava fazendo uma ultrapassagem, mas a pista ficou escorregadia, fazendo ele perder o ponto de freada e acertando o carro de Fernando Alonso na traseira. Uma batida fraca, que não chegou a provocar nenhum dano no carro do espanhol, mas o Williams do brasileiro destruiu a suspensa dianteira.
Terminou ali o 300º Grande Prêmio dessa pessoa que é muito especial para mim e para muitos espalhados pelo mundo. E também para minha amiga Drika, que é uma garota fantástica, que além de gostar de F1, também adora o Rubinho (esse fato revela o quanto uma pessoa entende de F1). Isso poderia servir de motivo para terminar o final de semana com um clima chato, mas muito pelo contrário, nos deixou a sensação de que esse é o Barrichello que a gente conhece e gosta tanto. Mesmo com uma situação tão adversa, consegue sair de cabeça erguida, feliz e satisfeito. E ainda nos deixa com a mesma sensação.
Parabéns Rubinho. Pela carreira incrível, pelos momentos inesquecíveis, pelas coisas memoráveis que fez dentro e fora das pistas. Você é isso, fenomenal, formidável, incrível, um ser humano para se espelhar, um exemplo. Parabéns, e deixo meus sinceros desejos de paz e sucesso, e ainda agraço por fazer desse esporte, que é minha paixão, mais emocionante.
E me espelhando no blog do Vitor, deixo aqui uma enquete para ser respondida nos comentários. Qual corrida do Rubinho Barrichello você mais gostou e mais emocionou.
A minha, Hockeheinen 2002, primeira vitória dele. Uma corrida inesquecivel, coisa de gênio.
O tempo que fiquei na TV foi bem interessante. Deu para aprender algumas coisas tipo; o que não é jornalismo. O mais importante é que fiz alguns amigos, bons amigos, pessoas muito legais que merecem um lugar melhor para trabalhar do que aquele. Alias ninguém merece trabalhar para aquele cara, exceto algumas pessoas que acabam por herdar suas características.
Só que a pessoa acaba se rendendo ao óbvio, sempre digo que a melhor propaganda pessoal é fazermos nosso trabalho da melhor maneira possível, quando a gente faz tudo certo, quando somos honestos, quando gostamos daquilo que fazemos, as coisas acabam por volta até a gente como uma resposta a nossa qualidade. Fui chamado de volta a TV, até então para acertar minha saída, mas o inevitável aconteceu, ele acabou me chamando de volta, mas não aceite, recusei educadamente, como uma pessoa educada deve fazer sempre, coisa da qual ele não deve entender muito. Não contente com minha recusa tentou fazer boas propostas para que eu ficasse lá, tipo trabalhar um dia sim outro não. Mas para mim não dava mais. Lógico que se ele quiser me pagar uns R$ 1200, para trabalhar um dia sim outro não e já chegar lá com a pauta pronta, ai eu posso até pensar em voltar.
Agora é bola pra frente. Acho que o jogo nunca pode voltar, principalmente nesses casos. Esse é o momento de crescer, voltar para lá é regredir, não quero voltar ao berço. A gente tem que crescer profissionalmente. Venho fazendo isso incessantemente desde que comecei a faculdade, experimentando de tudo, em termos de mídias, que fique bem claro. Estou praticamente vivendo uma “have jornalística”, o que surge já to experimentando. A vida é assim, mas tem que se tomar cuidado em algumas coisas. Tudo na vida tem que ser experimentado, mas tem que se ter discernimento para isso.
Vou deixar postado aqui algumas das minhas matérias que mais gostei.
E ai pessoal. Estou tentando escrever aqui uma vez por semana, vamos ver se consigo. Hoje vou falar do domingo passado, dia primeiro de agosto. A gente foi para Pirassununga no Domingo Aéreo, na Academia da Força Aérea, muito show de bola para quem gosta de aviação. Eu amo isso, quem me conhece sabe da minha história na aviação, isso eu conto aqui um dia.
O domingo começou cedo, pois eu não sabia como eu iria ainda. Liguei para o João e ele disse para eu ligar para o Gu, mas o Gustavo tinha falado para o João ligar lá pelas dez da manhã, eu liguei as oito, vocês acham que ele ficou bravo ou não. Depois de todo o estresse ele voltou a dormir, eu fiquei tentando organizar tudo e o Coxxa, como sempre não foi tomar banho em tempo ágil.
Nosso AZIMUTE foi o posto Saema, o QG da turma. Saímos de lá umas dez e meia (horário no qual começaria a apresentação da Esquadrilha da Fumaça), na hora que o Theacher Gianecchini chegou. Pegamos estrada e pé na tábua. Chegamos à base aérea quando a Esquadrilha estava terminando a apresentação. Infelizmente fomos embora quando o esquadrão estava começando a ultima apresentação do dia. Mas está valendo. Teve muita coisa legal. Uma esquadrilha civil muito legal e o A4, Avião de Caça da Marinha do Brasil passou dando uma rasante, um momento único. Está tudo nas fotos e vídeos que coloquei aqui nesta postagem, muitos aviões. A ordem correta é: Amigos, Aviões e Aviões.
Fico tanto tempo sem escrever aqui de vez em quando que chego quase a acreditar que nunca serei um jornalista decente. Será? Hoje foi osso galera. A gente tem que ouvir cada desaforo e ficar quieto. Sei que não faz o meu tipo, mas quero muito ficar na TV.
TV? Ah sim, me esqueci de atualizar os meus inexistentes leitores, agora sou repórter. Estagiário lógico. Mas eu até que gostei de estar trabalhando na TV. O foda é fazer isso em uma cidade que não acontece nada. Pior ainda quando o teu patrão, que não entende nada de telejornalismo, só para ficar claro, inventa em jornal de 11 VT. Gente, isso não existe. A EPTV que é a EPTV tem no máximo 8 VT.
E o meu querido patrão, chega em mim hoje, fala que o VT “tchiatcha” que eu fiz não ficou bom, que não devia ter perdido tempo fazendo e já emenda que eu to muito devagar, não to fazendo muita coisa. Eu adoraria saber o que fazer “espertão”. Não existe o que fazer, sendo que o que a gente faz não presta e não era pra fazer. O cara só quer saber de lamber o saco dos outros. Tudo que é matéria tem q ter anunciante dele no meio. Se você arruma uma matéria que vai contra algum interesse dele não pode fazer. Onde está o jornalismo nisto?
Isso não existe na TV que eu trabalho. Mas a única coisa que quero mesmo, é tentar manter meu lugarzinho lá até pagar minha faculdade e ir embora trabalhar em uma mídia de verdade. O duro vai ser manter a sanidade com aquele cara. Mas ele vai se acostumar comigo um dia, ai eu coloco ele no eixo ou tiro meu eixo do lugar e piro.
Ainda vou deixar aqui para vocês, meus amigos inexistentes, minha primeira reportagem, meu primeiro VT para televisão.
Essa época de Copa do Mundo até que é legal, não tem nada melhor que assistir futebol o dia todo e 24h de mesas redondas, isso é demais. Além das mesas redondas que a gente é convidado, mas não pode ir porque os caras escolhem justo o horário do jogo para fazer. Pode deixar, no final da Copa eu apareço lá na rádio para fazer alguns comentário.
Mas agora vou falar para vocês o que realmente mata nessa época: semana de prova. Não é fácil, justo na Copa os caras resolvem fazer a semana de provas oficiais na faculdade. O pior não é isso, para quem achou que estava indo bem, ficar de exame na matéria que você mais domina sem saber porquê é inexplicável.
Finalmente consigo encontrar um curso da qual tenho orgulho e prazer de frequentar, algo que quero levar a sério e tentar me formar como um bom profissional, mas sempre tem um desafio, é já imaginava que não iria ser tão fácil assim. Mas vamos lá professores, é Copa do Mundo, tira o pé do meu jogo caramba. Para que ficar empacando o esquema.
Tentem imaginar a matéria que eu fiquei de exame, vou dar uma dica: olhem em volta desse texto, o lugar onde estão lendo esse texto, a imaginação que criou esse texto! É isso mesmo, eu estou de exame em COMUNICAÇÃO ON LINE. Pessoal, tentem raciocinar comigo, tem gente na sala que mal sabe ligar um computador, escrever então eu nem quero comentar. O cara reprova um aluno que cria sites por diversão. Nada contra meu professor, ele até que é gente boa, mas essa atitude é desconexa. Pode até parecer arrogância e prepotência eu achar que mereceria passar com o cara, mas não teve motivos para eu ficar de ano. Isso vai dar muito pano pra manga ainda.
Ta certo que nesse semestre não fui o todo certinho. Sei que faltei com muitas coisas. Mas o que consegui fazer o melhor que pude, eu fiz. Fiz coisas muito boas e outras deixaram a desejar. Talvez nas provas, por exemplo, poderia ter ido muito melhor do que fui. Mas acho que é por causa do resfriado. É isso mesmo, acabei ficando com dor de garganta e o resto que ficamos quando estamos meio resfriados.
Mas não foi só isso. Ainda teve FILOSOFIA. Sabia que nunca poderia confiar em um padre. Aposto que sabe que eu sou ateu, é isso mesmo, o jornalista aqui é ateu. E o maldito deve ter me deixado só por isso. Ele quase roubou meu pendriver, tive que pedir se não ia ficar pra ele mesmo. O filho da mãe ainda teve coragem de criticar o nosso trabalho, mesmo depois de ter adorado os vídeos e pedido meu pendriver emprestado para levar pra copiar. Tem coisa que não dá para acreditar mesmo. Mas deixa esse quieto também, como um bom padre ele vai queimar no inferno como todos. Ou não, se levarmos em conta que prefiro o céu pelo clima, mas o inferno pela companhia.
Chega disso vai. O importante é que estamos em época de Copa do Mundo, vou me matar de assistir futebol, além dos Seriados que baixei, vou me esbaldar nas férias. Vou aproveitar para deixar uma dica aqui para vocês; um documentário que se chama “Todos os corações do mundo”, sobre a Copa de 94 nos Estados Unidos. Show de bola, vale a pena assistir. Para ver todo o documentário, basta ir clicando nos "videos ralacionados" acompanhado a sequência.
Existe um grande clube na cidade
Que mora dentro do meu coração
Ele só me traz felicidade
Pois sou do clube tantas vezes campeão
Tua imensa torcida é bem feliz
Norte e sul, norte e sul deste país
E até a pé nos iremos vê-lo jogar
Seja na terra, seja no mar
Ele é o glorioso
Não pode perder, perder pra ninguém
Dentro ou fora do alçapão
Jogue o que jogar
Hei de lutar, lutar, lutar
Com toda raça pra vencer
És um clube bem amado
Tuas glórias vem do passado
Tu sabes ser brasileiro
És orgulho do Brasil
Tua vitória é a certeza
Que somos todos campeões
FUTEBOL E PAZ Eternamente dentro dos nossos corações